Herói da Eritreia se vê como favorito para maratona em 2016

Ghirmay desfila orgulhoso com a bandeira da Eritreia / Foto: Olivier MorinGhirmay desfila orgulhoso com a bandeira da Eritreia / Foto: Olivier Morin

Rio de Janeiro - Ele possui apenas 19 anos mas já se credencia para ser o campeão olímpico da maratona no Rio, em 2016. O jovem atleta da Eritreia não está sozinho. Depois de fazer história no Ninho do Pássaro, em Pequim, no Mundial de Atletismo, muitos também depositam suas fichas em Ghirmay Ghebreslassie. 
 
Na ocasião, Ghirmay bateu concorrentes de peso e alguns favoritos, cravando 2h12m27s na maratona, se tornando assim o primeiro campeão mundial pela Eritreia, república africana apenas dois anos mais velha que ele. 
 
A vitória rendeu ao jovem eritreu o recorde de mais novo campeão mundial da história das maratonas. Perguntado pelo jornal Globo como se vê nos Jogos Olímpicos, quando os 42,1km desembocarão no Sambódromo, ele não teve dúvidas. "Sim, eu me considero favorito no Brasil", declarou.
 
Seu país, a Eritreia, tem um histórico semelhante a diversas repúblicas africanas: décadas de domínio por potências europeias (Itália e Reino Unido), independência recente e pobreza extrema, que leva seus nacionais a se refugiarem na Europa.
 
Apelidada por alguns de Coreia do Norte da África, devido à sua configuração política uni-partidária, a Eritreia é governada na base da repressão política. O serviço militar obrigatório tem feito famílias inteiras emigrarem, fugindo de uma vida sem liberdade. 
 
"O esporte na Eritreia é ótimo e de grande ajuda a quem quer uma vida melhor", respondeu Ghirmay, quando indagado se o esporte pode dar alguma esperança aos cidadãos eritreus. 
 
Comemoração extrema - O jovem maratonista contou que a festa pelo seu título mundial durou dias na capital Asmara. "A celebração da vitória foi realmente incrível e eu não tenho palavras para explicar o que houve. Até agora as pessoas que me veem na cidade vêm me falar o quanto elas estão felizes", relata. 
 
Segundo o campeão, as pessoas o acompanharam até no aeroporto. "Durante a cerimônia de acolhida no aeroporto da capital, todas as ruas da capital estavam lotadas de gente, e todas as mães eritreias estavam tocando e dançando usando tambores tradicionais e alguns dos nossos cantores mais famosos cantavam músicas sobre mim e sobre a minha vitória", contou Ghirmay.
 
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