Wrestling brasileiro encerra Jogos Pan-americanos com três medalhas

Giullia Penalber medalhista de bronze até 57kg  / Foto: Alexandre Loureiro/COBGiullia Penalber medalhista de bronze até 57kg / Foto: Alexandre Loureiro/COB

Lima - O wrestling brasileiro encerrou com três medalhas a participação nos Jogos Pan-americanos 2019, neste sábado, no ginásio do Coliseu Miguel Grau, em Lima, Peru.  Aline Silva conquistou a medalha de prata até 76kg. já Giullia Penalber até 57kg  e Lais Nunes até 62kg  ficaram  com a medalha de bronze em suas respectivas categorias. 
 
Mesmo número de medalhas das edições de 2007 nos Jogos do Rio e Toronto 2015. Dos nove lutadores que representaram a nação nos três estilos da modalidade, greco-romano, wrestling feminino e estilo livre, sete disputaram medalhas. Os atletas se despedem de Lima e iniciam a preparação para o Campeonato Mundial de Wrestling 2019, em Nur Sultan, no Cazaquistão. O torneio classifica os cinco primeiros colocados de cada categoria olímpica para os Jogos de Tóquio 2020.
 
“Fico feliz de alcançar a terceira medalha em Jogos Pan-americanos e saber que sou a atleta com mais pódios em Jogos pelo Brasil. Fico ainda mais feliz de ver todos os atletas disputando medalha, quebrando paradigmas e fazendo história. No dia 19 de agosto viajo para Montreal e treino até a data de embarcar para o Mundial. Quero colocar mais elementos no meu estilo de lutar para poder conquistar a vaga para Tóquio já nesta primeira oportunidade” frisou Aline, prata também em Guadalajara 2011 e bronze em Toronto 2015.
 
Para Lais Nunes, uma das favoritas a medalha de ouro em Lima, o bronze teve um gosto de superação. Atual número 2 do ranking mundial, a lutadora chegou como uma das favoritas ao título, mas caiu na primeira rodada diante da norte-americana Kayla Miracle. Como a oponente chegou até a final, Lais foi repescada e venceu com autoridade  a disputa pela medalha de bronze pelo placar de  4 a 1 contra a venezuelana Nathali Herrera.
 
“Essa medalha é especial, pois ainda não tinha conseguido participar dos Jogos Pan-americanos. Depois da primeira luta me recompus e tive muita vontade de subir ao pódio. Tive que lidar com os meus pensamentos entre as eliminatórias e finais, consegui voltar e ganhar a medalha. Por isso vibrei tanto com a medalha”, frisou Lai, atleta olímpica nos Jogos Rio 2016 e estreante em Jogos Pan-americanos na edição de Lima 2019.
 
Para Giullia Penalber o pódio foi uma recompensa ao sacrifício. Depois de ser obrigada a mudar de esporte em virtude da proibição da catada de pernas no judô, ela mostrou que nada vai impedir de seguir em busca do sonho olímpico. A carioca agradeceu as mensagens de apoio dos amigos e espera gravar de vez o nome na história do esporte com ida para os Jogos Olímpicos de Tóquio, feito inédito em sua carreira.
 
“Sinto que esta medalha é uma recompensa por superar todas as dificuldades do dia a dia. Essa foi a minha segunda participação em Jogos Pan-americanos e espero garantir uma vaga em Tóquio e entrar de vez para história do esporte. O sonho olímpico move todos os atletas de wrestling e vou buscá-lo até o fim”, afirmou Giullia, sétimo lugar em Toronto 2015 e medalhista em Lima 2019.
Além das medalhistas, o Brasil foi representado por mais seis atletas na modalidade: no estilo greco-romano, Angelo Moreira, quinto colocado até 77kg e Joilson Júnior, sétimo lugar até 67kg; no wrestling feminino, Kamila Barbosa foi a quinta colocada até 50kg e Camila Fama ficou com o sétimo lugar até 53kg; no estilo livre, Daniel Nascimento conseguiu a sétima colocação até 57kg e Antoine Jaoude ficou com o quinto lugar até 125kg.
 
Arbitragem - Além dos atletas, a equipe brasileira foi representada por dois árbitros. Eduardo Gonçalves, árbitro olímpico, e Gisele Sabrina, árbitra estreante em Jogos Pan-americanos. A atuação da dupla foi bastante elogiada e aproximou a escalação dos árbitros nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020.
 
 
 
 

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