Darlan Romani bate novamente o recorde brasileiro e fica em quinto na final

No decatlo, Luiz Alberto de Araújo marca recorde pessoal e termina em 10º lugar / Foto: Alexander Hassenstein/Getty ImagesNo decatlo, Luiz Alberto de Araújo marca recorde pessoal e termina em 10º lugar / Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Rio de Janeiro - Darlan Romani voltou a superar seu recorde nacional na final do arremesso do peso dos Jogos do Rio 2016, na noite desta quinta-feira (dia 18), no Estádio Olímpico do Engenhão. Logo na primeira das três séries em que os 12 finalistas participam, Darlan marcou 21,02 m, oito centímetros a mais que os 20,94 m, que havia conseguido na fase de qualificação, na parte da manhã.
 
Com apoio do público, que não vaiou seus adversários, Darlan alcançou ao final o quinto lugar, mesmo tem ter conseguido melhorar seu arremesso inicial. Ele ainda fez 20,26 m, 20,60 m e 20,61 m, e teve dois arremessos anulados pela arbitragem.
 
O catarinense de Concórdia, que treina com Justo Navarro, obteve o melhor resultado olímpico de um brasileiro em provas de arremesso ou lançamentos. Até então, o melhor desempenho fora o de Geisa Arcanjo, que em Londres 2012 foi a sétima no arremesso do peso (no Rio, Geisa foi a nona colocada na final).
 
"Deu certo o planejamento que fizemos, junto com o atleta, o treinador, graças ao patrocínio da CAIXA e parceria com o COB", comemorou José Antonio Martins Fernandes, o Toninho, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). "Atletas nossos fizeram os índices olímpicos no arremesso do peso, no lançamento do disco, no dardo e no martelo, ou seja, nas quatro provas olímpicas oficiais", lembrou Toninho Fernandes.
 
Darlan, 25 anos, atleta da BM&FBovespa, destaca-se desde as categorias de base. Em 2010, ele já fora finalista no Mundial Sub-20 de Moncton, no Canadá. "Temos aqui um atleta muito esforçado, numa prova que exige grande dedicação", disse Justo Navarro, o cubano que cuida da carreira do atleta.
 
O pódio da prova teve dobradinha dos Estados Unidos, com Ryan Crouser, campeão com 22,52 m (recorde olímpico), e Joe Kovacs, medalha de prata com 21,78 m. A medalha de bronze foi para Tomas Walsh, da Nova Zelândia, com 21,36 m. O representante do Congo, Frank Elemba, fez 20,20 m, conquistando o quarto lugar e estabelecendo novo recorde de seu país.
 
Na zona mista do Engenhão, Darlan disse que "estava vivendo um sonho. Meu treinador disse apenas para fazer o melhor. Ainda superei a barreira dos 21 metros, o que eu buscava há tempos. Bater o recorde brasileiro é gratificante. Agredeço a torcida e todos os que apoiaram e apoiam minha carreira".
 
Decatlo - Luiz Alberto Cardoso de Araújo também conseguiu um bom resultado no decatlo. Ele foi o 10º colocado com 8.315 pontos, recorde pessoal. Nas 10 provas do decatlo, o melhor desempenho do brasileiro foi nos 110 m com barreiras, em que marcou 14.17 e somou 953 pontos. Foi bem ainda no salto em distância (930 pontos), nos 100 m (912) e no salto em distância (902).
 
Paulista de Artur Nogueira, Luiz Alberto tem 29 anos, treina com Edemar Santos e defende a BM&FBovespa. Seu melhor resultado internacional era o 16º lugar no Campeonato Mundial de Daegu 2011. Nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, em 2015, ele ganhou a medalha de bronze.
 
O pódio: 1º Ashton Eaton (Estados Unidos), 8.893 pontos; 2º Kevin Mayer (França), 8.834; 3º Damian Warner (Canadá). 8.666.
 
"Estou feliz, mas consciente de que preciso melhorar, aqui não fui bem no salto em altura e no salto com vara, preciso e osso melhorar. Mas no geral fui bem, pois bati me recorde pessoal", falou o atleta.
 
 
 

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