O Atletismo do Brasil supera metas nos Jogos do Rio 2016

Seleção Nacional coloca atletas em 11 finais olímpicas / Foto: Alexander Hassenstein/Getty ImagesSeleção Nacional coloca atletas em 11 finais olímpicas / Foto: Alexander Hassenstein/Getty Images

Rio de Janeiro - O Atletismo do Brasil cumpriu as metas estabelecidas em seu Programa de Preparação Olímpica para o Rio 2016 e seu desempenho global nos Jogos foi superior em mais de 100 % ao obtido na edição anterior, disputada em Londres, há quatro anos.
 
Na capital britânica, o Atletismo nacional fez três finalistas em provas de pista e campo e colocou dois corredores entre os oito primeiros na maratona. O melhor resultado individual m Londres foi o quinto lugar de Marilson dos Santos na maratona.
 
No Rio, que organizou a primeira Olimpíada na América do Sul, os brasileiros fizeram 11 finais e ainda colocou um atleta no ponto mais alto do pódio: Thiago Braz da Silva, ganhador da medalha de ouro no salto com vara, com recorde olímpico.
 
Em Londres, os três finalistas ficaram na sétima posição: Geisa Arcanjo (arremesso do peso), Mauro Vinicius "Duda" da Silva (salto em distância) e o 4x100 m feminino (Ana Claudia Lemos, Evelyn dos Santos, Rosangela Santos e Franciela Krasucki). Na maratona, além do quinto lugar de Marilson, Paulo Roberto de Almeida Paula foi o oitavo colocado.
 
Nos três anos que antecederam os Jogos do Rio, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) seguiu o Programa de Preparação Olímpica, elaborado por seus especialistas em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB). Para cumprir as disposições do Programa, a CBAt contou com recursos do patrocínio da caixa; verbas do Plano Brasil Medalha, implantado pelo Governo Federal em 2012; além de apoio do COB.
 
"Fizemos tudo isso para viabilizar os campings de treinamento e competição no Brasil e no exterior, organizar torneios internacionais, coordenar as viagens de atletas e treinadores pessoais, formar equipes multidisciplinares com médicos, fisiologistas, fisioterapeutas, massagistas, nutricionistas e psicólogos", lembra o presidente da CBAt, José Antonio Martins Fernandes, o Toninho. "Quando foi necessário, remanejamos recursos do orçamento da Confederação, sempre com apoio dos membros da Assembleia", explica Toninho Fernandes.
 
De julho de 2013 a junho de 2016, a CBAt realizou 116 campings, sendo 23 no Brasil e 93 em nove países estrangeiros. Os atletas contaram com salários mensais, presença de seus treinadores pessoais, apoio de profissionais das equipes multidisciplinares, programa de saúde, pistas modernas, materiais e equipamentos esportivos de primeira linha.
 
Antes, a equipe mais numerosa havia sido a de Pequim 2008, com 45 atletas. No número de finalistas, no Rio foram 11, mais que o dobro que Londres 2012, quando os brasileiros conseguiram cinco finais. E pela quinta vez o Brasil colocou um atleta no ponto mais alto do pódio, com Thiago Braz da Silvam no salto com vara. Além de ganhar a medalha de ouro, Thiago ainda superou o recorde olímpico anterior, que era 5,97 m e fora estabelecido pelo francês Renaud Lavillenie m Londres 2012 (Lavillenie levou a medalha de prata no Rio).
 
O Programa de Preparação Olímpica, elaborado pela CBAt e o COB, previa quatro objetivos principais:
1 - Qualificar a maior equipe da história para os Jogos
2 - O atleta fazer sua melhor marca da temporada nos Jogos
3 - Colocar o maior número de atletas e equipes nas finais
4 - Conquistar medalha
 
As metas foram plenamente atingidas:
1 - A equipe teve 67 atletas (a maior da história)
2 - 17 recordes da temporada caíram
3 - 11 provas finais tiveram atletas do Brasil
4 - 1 medalha de ouro ganha
 
Finalistas no Rio 2016
 
1 - Altobeli Santos da Silva / 3.000 m com obstáculos
2 - Thiago Braz da Silva / salto com vara
3 - Darlan Romani / Arremesso do peso
4 - Geisa Arcanjo / arremesso do peso
5 - Wagner Domingos / lançamento do martelo
6 - Luiz Alberto Cardoso de Araújo / decatlo (10º lugar)
7 - Caio Bonfim / marcha 20 km
8 - Caio Bonfim / marcha 50 km
9 - Erica Rocha de Sena / marcha 20 km
10 - 4x100 m masculino / Ricardo Mario, Vitor Hugo, Bruno Lins, Jorge Vides
11 - 4x400 m masculino / Pedro Burmann, Alexander Russo, Peterson Santos, Hugo Balduino
 
Além dos finalistas, cinco atletas chegaram à fase semifinal: Rosangela Santos (100 m), Kleberson Davide (800 m), João Vitor de Oliveira e Eder Antonio de Souza (110 m com barreiras), Mahau Suguimati (400 m com barreiras).
 
Marcas superadas
1 recorde olímpico/sul-americano/brasileiro
4 recordes brasileiros
3 recordes pessoais
9 recordes da temporada
 
Portanto, 17 vezes os brasileiros derrubaram as melhores marcas da temporada, sendo que no salto com vara a marca de 6,03 m (Thiago Braz) se constitui em recorde olímpico, sul-americano e brasileiro. Duas vezes caiu o recorde brasileiro do arremesso do peso masculino com 20,94 m e 21,02 m (Darlan Romani), uma vez da marcha 20 km masculina com 1:19:42 e uma vez da marcha 50 km com 3:47:02 (ambas por Caio Bonfim).
 
Duas vezes foi superado o recorde pessoal dos 3.000 m com obstáculos masculino com 8:26.59 e 8:26.30 (Albobeli Silva), e uma no decatlo com 8.315 pontos (Luiz Alberto Cardoso de Araújo).
 
Nove atletas fizeram suas melhores marcas na temporada: 4x100 m masculino (38.19), 4x400m masculino (3:00.43), 4x400m feminino (3:30.27), João Vitor de Oliveira (13.63, 110 m com barreiras), Eder Antonio de Souza (13.61, 110 m com barreiras), Rosangela (11.23, 100 m), Vitoria Rosa (23.35, 200 m), Flavia Maria de Lima (2:03.78), Geisa Arcanjo (18,27 m no arremesso do peso).
 
"Cumprimos nossas metas, o que significa que o planejamento estava correto", afirma Toninho Fernandes. "Agora é importante revisar o plano geral e adequá-lo para a preparação para os Jogos de Tóquio 2020", diz Toninho. "O bom desempenho foi possível graças aos esforços de atletas e treinadores, do trabalho de diretores e funcionários da CBAt, ao patrocínio da CAIXA e ao apoio do Ministério do Esporte e do COB", finaliza o presidente da CBAt.
 
 

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