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São Paulo - Os benefícios da prática de exercícios físicos regulares por pacientes com diabetes são bem estabelecidos. Eles proporcionam a melhora dos níveis de açúcar no sangue, melhora da ação da insulina, ajuda no controle do peso corporal, melhora dos níveis de colesterol, combate ao stress, atua na prevenção das complicações relacionadas ao diabetes além da melhora da qualidade de vida. A intensidade do exercício e a capacidade aeróbica do indivíduo são indispensáveis para se atingir todos os benefícios dos exercícios regulares. 
 

Os pacientes diabéticos tanto os com diabetes tipo 1 ( onde não há produção de insulina pelo pâncreas) e os com diabetes tipo2 ( onde há resistência a ação da insulina e/ou secreção compensatória inadequada de insulina) quando bem orientados com acompanhamento multidisciplinar  podem realizar atividades físicas até  de alto rendimento, como maratonas. 

Isso requer cuidados indispensáveis como: alimentação adequada, bom controle dos níveis de açúcar no sangue, monitorização da glicose no sangue antes, durante e depois dos treinos, individualização dos exercícios. 
Todos esses cuidados são fatores essenciais para a obtenção de resultados como bom controle da doença e melhora do bem estar físico e mental.
 
Os treinos devem ser individualizados, com incremento gradual do volume de exercícios semanais, respeitando às condições físicas do paciente e a presença de complicações relacionadas ao diabetes. 
 
A melhora da sensibilidade a insulina pode se manter de 24h a 72h após a prática da atividade física devido ao aumento da captação da glicose nos músculos e no tecido adiposo. 
 
Os benefícios dos exercícios não se restringem ao controle glicêmico mas, também sobre os níveis de pressão arterial e de colesterol que são fundamentais para a redução do risco cardiovascular. 
 
A avaliação médica é fundamental para os pacientes que desejam iniciar a prática de exercícios físicos regulares. 
 
O teste ergométrico deve ser realizado em todos os pacientes maiores de 40 anos ou em maiores de 35anos com mais de 10 anos do diagnóstico do diabetes. 
 
Esse teste permite não só a avaliação da condição cardiovascular do paciente, mas também avalia a determinação da frequência cardíaca máxima; indicadores indispensáveis para pacientes que se submeterão a exercícios de moderada a alta intensidade. 
 
Pacientes com níveis elevados de glicose não devem realizar atividades físicas devido ao exercício, pois  neste caso, pode levar a piora  do controle glicêmico.
 
O programa de atividades físicas deve ser realizado todos os dias ou pelo menos, a cada 2 dias para que se alcance os benefícios sustentados sobre o metabolismo da glicose. 
 
A recomendação atual é de sejam realizados 150min de exercícios de moderada intensidade ou a 75min de alta intensidade por semana ou por combinação de ambos, no mínimo. 
 
O incremento da atividade deve ser gradual e proporcional ao condicionamento físico do paciente, combinando o consumo máximo de oxigênio e a frequência cardíaca máxima determinados previamente.
 
Vários fatores podem influenciar na resposta do paciente aos exercícios físicos. A hipoglicemia (redução dos níveis de açúcar no sangue) é um dos sintomas mais indesejados e comuns nos pacientes diabéticos principalmente nos que usam insulina. 
 
O mais importante é evitar a hipoglicemia durante os exercícios até a adaptação ao ritmo e a intensidade dos mesmos. 
 
A monitorização da glicemia capilar deve ser realizada durante treinos de longa duração, com  tempo maiores de 45min e a reposição de carboidratos é recomendada quando a duração dos exercícios for maior do que 60 min. 
 
A alimentação adequada antes e depois dos treinos é um fator determinante na oscilação da glicose em resposta ao exercício dentre outros fatores como o nível de performance, controle metabólico, presença de complicações,  horário e tipo da última dose de insulina, fase do ciclo menstrual nas mulheres em idade fértil.
 
Sendo assim, a prática de exercícios físicos regulares por pacientes diabéticos é fortemente  recomendada e incentivada diante dos benefícios que ela proporciona. 
 
Não há limites para a prática de exercícios pelos pacientes diabéticos desde que sejam respeitados os seus próprios limites de forma individualizada.
 
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