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Africanos dominam novamente o Mundial de Meia Maratona

Equipe brasileira na Polônia / Foto: Divulgação CBAt

Polônia – A World Athletics, ex-IAAF, finalmente realizou neste sábado (17/10) o primeiro e único Campeonato Mundial da temporada 2020: o de meia maratona, disputado na cidade de Gdynia, na Polônia. O domínio novamente foi africano e o grande nome foi a queniana Peres Jepchirchir, que bateu o recorde mundial dos 21,097 km, com o tempo de 1:05:16.
 
No masculino, o duelo pela medalha de ouro foi entre dois conhecidos brasileiros: Jacob Kiplimo, de Uganda, campeão com 48:49, novo recorde do campeonato, e Kubuwott Kandie, do Quênia, segundo colocado. Os dois protagonizaram a inesquecível final da São Silvestre de 2019, quando Kandie ultrapassou Kiplimo literalmente na linha de chegada.
 
O Brasil fez uma competição dentro do esperado. Dos cinco representantes, dois conseguiram recordes pessoais. Andreia Hessel completou a prova em 76º lugar, com 1:14:41, e Daniel Nascimento terminou em 93º, com 1:04:27. A equipe masculina classificou-se na 18ª colocação, com 3:12:37, a soma dos tempos de seus três representantes. Além de Daniel, Gilmar Silvestre Lopes ficou em 75º lugar, com 1:03:51, e Ederson Vilela Pereira, em 90º, com 1:04:19. Já Valdilene dos Santos Silva completou as quatro voltas no circuito na 94ª posição, com 1:18:58.
 
“A participação foi boa. A falta de ritmo causada pela pandemia, que cancelou muitos eventos, foi superada. Dos cinco atletas, dois conseguiram PB (personal best) e isso é um dado importante”, comentou Claudio Castilho, técnico da Seleção Brasileira. “Como o esperado, o nível técnico da competição foi altíssimo.”
 
O treinador destacou o esforço de todos os integrantes da equipe. “Houve muita entrega. O Gilmar e o Ederson foram bem e correram bem perto do melhor de cada um. A participação masculina foi bem boa, ficando em 18º. Andreia fez PB e Valdilene sentiu muito o clima, teve de passar pelo atendimento médico, com quadro de hipotermia e hipotensão. É muito magrinha e sentiu. De modo geral, eu gostei. Muito tempo sem competição”, completou Claudio Castilho.
 
O pódio masculino individual foi formado por Jacob Kiplino (UGA), 58:49, Kibiwott Kandie (KEN), 58:54, e Amedework Walelegn (ETH), 59:08. Joshua Cheptegei (UGA), o grande atleta da temporada com três recordes mundiais, ficou em quarto lugar, com 59:21. Por equipes, Quênia ficou com o ouro (2:58:10), seguido da Etiópia (2:58:25) e de Uganda (2:58:39).
 
No feminino, o pódio individual teve Peres Jepchirchir (KEN), 1:05:16 (recorde mundial), Melat Yisak KEJETA (GER), 1:05:18 (atleta de origem etíope, recorde europeu) e Yalemzerf Yehualaw (ETH), 1:05:19. Por equipes, vitória da Etiópia (3:16:39), seguida do Quênia (3:18:10) e da Alemanha (3:28:42).
 
A competição só foi realizada depois de muitos problemas provocados pela pandemia global da COVID-19. Inicialmente marcado para o dia 29 de março, o Mundial acabou adiado pela crise sanitária. Em agosto, o Comitê Organizador anunciou o cancelamento da participação dos cerca de 27.000 amadores inscritos. Já os atletas de elite – largaram 121 homens e 104 mulheres – tiveram de seguir protocolos rígidos de combate ao novo coronavírus, desde a saída de seus países até a chegada ao hotel oficial do evento.
 
 
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