Em busca do bi

Seleção feminina de vôlei vence o Japão (3 a 0) e decide o ouro contra EUA na reedição da final de Pequim 2008/ Foto: Alaor Filho/AGIF/COBSeleção feminina de vôlei vence o Japão (3 a 0) e decide o ouro contra EUA na reedição da final de Pequim 2008/ Foto: Alaor Filho/AGIF/COB

Londres- A seleção feminina de vôlei não tomou conhecimento do Japão e venceu com facilidade por 3 a 0 (25/18, 25/15 e 25/18), em 1h16m, a semifinal do torneio olímpico de Londres 2012 realizada nesta quinta-feira, 9 de agosto, no Ginásio Earls Court. Na disputa pelo bicampeonato olímpico, o Brasil terá pela frente os Estados Unidos no próximo sábado, numa reedição da final dos Jogos Pequim 2008, quando as brasileiras foram campeãs olímpicas.
 

Mais consistente que nas partidas da primeira fase, o time voltou a mostrar o bom voleibol apresentado nas quartas de final, contra a Rússia. Com o passe funcionando bem, Dani Lins teve mais condições de trabalhar a armações das jogadas e o Brasil ganhou em volume de jogo. Mas o primeiro set começou equilibrado, com as equipes disputando ponto a ponto até pouco mais da metade. Aproveitando a baixa estatura da seleção japonesa, o Brasil mostrou bom aproveitamento nos bloqueios e na cobertura. Na jogada em que a equipe brasileira marcou seu 18º ponto, Jaqueline fez três grandes defesas e depois veio o bloqueio duplo com Dani Lins e Fabiana. Com a cortada de Fabiana, a seleção brasileira fechou o primeiro set com o placar de 25 a 18 em 25 minutos.

 
No segundo set, as japonesas aumentaram a estatura do time em quadra e começaram a pingar as bolas para tentar superar o bom bloqueio brasileiro. Mas foi em vão. Consistentes, as meninas brasileiras não deixavam de aproveitar os erros e a fragilidade das adversárias. A ponta Fernanda Garay se multiplicava na quadra e conseguia virar as bolas com êxito. Também em 25 minutos, o Brasil fechou o segundo set em 25 a 15.
 
Dani Lins e Thaissa continuavam eficientes no bloqueio enquanto a mão pesada de Sheilla no ataque do fundo de quadra desnorteava as japonesas, que não ofereciam resistência. Ao todo, o Brasil fez 14 pontos de bloqueio no jogo. Mesmo com a facilidade apresentada, a seleção não perdeu o foco e fechou o set (25 a 18) em 26 minutos.
 
O técnico José Roberto Guimarães disse que o dever ainda não está cumprido e que a seleção tem condições de brigar contra os Estados Unidos. Segundo o treinador, o Brasil vai estudar muito bem seu próximo adversário para não ser surpreendido como aconteceu na primeira fase da competição.
 
“Tivemos erros de recepção no saque viagem da Logan e na marcação da Hooker na saída da rede. A Larson jogou muito tranquila. Num jogo seco, tudo pode acontecer e a gente vai brigar pelo ouro”, garantiu.
 
Zé Roberto reconhece que a seleção brasileira evoluiu em alguns fundamentos. “Naquele jogo que fizemos em São Bernardo pelo Grand Prix contra os mesmos Estados Unidos, nós erramos muitos passes. Aqui em Londres, este fundamento melhorou muito e, se mantivermos esta postura sem precipitações, faremos um bom jogo no sábado”, previu o treinador.
 
A levantadora Dani Lins revelou que o grupo aprendeu a se ajudar e jogar junto nos momentos difíceis. Para ela, havia uma cobrança muito grande entre as atuais campeões olímpicas. “A gente se cobrava muito por isso. Eu achava que tinha que rodar todas, que não podia errar nenhuma e tinha que bloquear tudo. Se errasse uma opção, ficava com a cabeça baixa. E acabava que não fluía. O time de 2008 não é este que esta aqui agora. Começamos a jogar mais soltas e tranquilas sabendo que o erro pode acontecer e faz parte do jogo”, revelou Dani.
 
Já a ponta Fernanda Garay disse que não foi somente o bloqueio o ponto forte da equipe na vitória sobre o Japão. “A gente conseguiu sacar, passar e bloquear bem. As japonesas são mais baixas, mas defendem muito bem e isso compensa. Evoluímos muito desde a derrota para os Estados Unidos na primeira fase. Não só tecnicamente, mas nos fortalecemos como grupo”, finalizou Fernanda Garay.
 
 

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