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Técnico brasileiro é arma secreta dos EUA para 2016

Joaquim Cruz esteve no Rio em novembro em uma visita de planejamento dos Estados Unidos / Foto: Rio 2016 / Mathilde MollaJoaquim Cruz esteve no Rio em novembro em uma visita de planejamento dos Estados Unidos / Foto: Rio 2016 / Mathilde Molla

Rio de Janeiro - Campeão Olímpico na prova de 800m do atletismo em Los Angeles 1984, o brasileiro Joaquim Cruz é a arma secreta dos Estados Unidos para os Jogos Rio 2016. Mas, apesar de viver a situação de ser técnico da equipe norte-americana na primeira edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos realizada em seu país, ele não está incomodado. Pelo contrário. Na verdade, ele diz que não poderá perder:
 
“Foi um choque para mim nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007. Foi muito estranho”, diz o ex-atleta, de 51 anos, sobre o fato de trabalhar para os Estados Unidos em solo brasileiro.
 
“Fui convidado para acender a pira e logo depois eu já estava representando os Estados Unidos na competição. Foi estranho, mas agora já estou mais confortável com a ideia. Sou técnico e meus atletas são como filhos para mim. Sou extremamente competitivo e não sofro mais com esse tipo de coisa. Mas vou torcer para o Brasil também e, se o Brasil for para a final junto com os Estados Unidos, já sei que vou ganhar ouro ou prata, ou ambos”, comenta.
 
Joaquim, que morou nos Estados Unidos quando tinha 18 anos por conta de uma bolsa de estudos, deixou sua marca na história Olímpica com um desempenho inesquecível na final dos 800m nos Jogos Los Angeles 1984, quando deixou para trás o então recordista mundial Sebastian Coe. Trinta anos depois, ele pode fazer a diferença fora das pistas. E sua experiência pode ser crucial.
 
“Comecei a trabalhar para o Comitê Olímpico dos Estados Unidos em 2005, como consultor, e alguns anos trás, quando o Brasil estava perto de ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, eles resolveram me manter na equipe e me convidaram para uma função permanente”, conta, rindo.
 
O brasileiro foi contratado por seu talento como técnico e comanda quatro atletas Olímpicos e 12 Paralímpicos na equipe dos Estados Unidos, todos de provas de média distância. Mas ele admite que recebe constantes pedidos de dicas sobre o Brasil e sua cultura.
 
“Sim, tenho ajudado nessas coisas também: dizendo o que devemos comer, quanto tempo antes devemos chegar, etc.... Mas os pedidos não vêm somente dos norte-americanos. Os canadenses, australianos e britânicos também me pedem dicas”, revela.
 
Joaquim comandou atletas Olímpicos e Paralímpicos nos Jogos Pequim 2008 e Londres 2012 e espera que pelo menos dois de seus atletas Olímpicos e todos os 12 Paralímpicos estejam nos Jogos Rio 2016. Seu foco principal é no grupo Paralímpico e, recentemente, ele esteve no Rio participando de uma visita de planejamento.
 
“Os Estados Unidos virão ao Rio para aumentar seu número de medalhas conquistadas. Eles sabem que vão voltar com mais de 100 medalhas para casa. Nos Jogos Olímpicos, certamente vão brigar pelas três primeiras posições. Nos Jogos Paralímpicos, ficamos em sexto em Londres e vamos tentar ser os primeiros”, adianta.
 
O Brasil ficou apenas uma posição atrás dos Estados Unidos nos Jogos Paralímpicos de 2012 e Joaquim sabe que seu país virá ainda mais forte para competir em casa. O corredor destaca o progresso feito pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) na gestão do presidente Andrew Parsons e destaca os benefícios sociais que o sucesso causa.
 
“O Brasil foi sensacional em Londres e sabemos que em 2016 a disputa será com eles, com a China e com a Grã-Bretanha. Acho que o Brasil vai crescer ainda mais depois de receber os Jogos Paralímpicos. Haverá mais conhecimento e mais atenção e talvez a criança com deficiência que hoje sofre algum tipo de descriminação não tenha mais que passar por isso. Tomara que isso aconteça”, afirma.
 
O ícone brasileiro também destacou a importância de o Rio receber a primeira edição dos Jogos na América do Sul.
 
“É extremamente importante porque acho que os Jogos do Brasil vão determinar se outros países da América do Sul também poderão receber competições deste porte. Tenho certeza que o Brasil realizará um grande show e isso mostrará a todos que os sul-americanos também são capazes de organizar uma grande edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Os Jogos mostrarão ao mundo a beleza do Rio de Janeiro. E claro que o povo brasileiro terá um papel fundamental recebendo com muita hospitalidade todos os estrangeiros que virão para os Jogos”, finaliza o brasileiro.

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