Rodrigo Pessoa e Doda lutam por medalha no salto

Brasil termina em oitavo lugar na competição por equipes do hipismo, mas tem boas chances na final individual/ Foto: DivulgaçãoBrasil termina em oitavo lugar na competição por equipes do hipismo, mas tem boas chances na final individual/ Foto: Divulgação

Londres- Maestro St. Louis, cavalo de José Roberto Reynoso, viveu um drama na tarde desta segunda-feira, 6 de agosto, e o Brasil acabou apenas em oitavo lugar na prova por equipes do salto do hipismo nos Jogos Olímpicos Londres 2012. O conjunto zerou o percurso do último sábado e cometeu apenas uma penalidade no domingo. Dessa vez, foram dez faltas cometidas e mais de 20 segundos de excesso de tempo, resultando em 46 pontos no percurso em Greenwich Park.
 
Uma apresentação abaixo de qualquer expectativa, que começou a se desenhar ainda no aquecimento, quando Maestro St. Louis perdeu uma de suas ferraduras antes de saltar o penúltimo obstáculo. Teve que recolocar o ferro, num processo que durou cerca de 15 minutos, e aquecer de novo. Quando entrou na pista, derrubou quase todos os obstáculos que viu pela frente. “Ele é um cavalo bruto, mas ao mesmo tempo delicado. Acho que perder o ferro antes de competir o tirou do ponto”, avaliou José Roberto, que com isso também ficou fora da final individual, que será realizada na quarta-feira, dia 8 de agosto. 
 
A boa notícia é que Álvaro Affonso de Miranda, o Doda, com o cavalo Rahmannshof’s Bogeno, e Rodrigo Pessoa, com Rebozo, passaram para a final individual e lutarão por medalha. Doda, que havia zerado os percursos de sábado e domingo, desta vez cometeu duas faltas e terminou a fase classificatória em 11º lugar, com 8 pontos. Rodrigo, campeão olímpico em Atenas (2004), só cometeu uma falta e ganhou mais um ponto por excesso esta tarde. No cômputo final, terminou em 25º lugar, com 10 pontos. Para a final, passam os 35 melhores conjuntos, e os pontos são zerados. Todos competem em igualdade de condições.
 
“Temos que deixar passar o dia de amanhã (terça-feira, 7 de agosto), nos tranquilizar, recuperar os cavalos. Os dois cavalos, meu e do Doda, estão saltando muito bem, em ótima forma. Serão 35, os melhores do mundo, em dois percursos de nível muito difícil. Mas acreditamos na possibilidade de passar bem. Tem que ter um pouquinho de sorte também. Meu cavalo está crescendo durante o campeonato, o feeling está ótimo. E quando zera tudo, como vai acontecer na final, é outra história”, acredita Rodrigo, que também é o técnico da equipe.
 
Apesar de feliz com a classificação, Doda lamentou a sorte da equipe brasileira. No fim de julho, o conjunto formado por Luiz Francisco de Azevedo, o Chiquinho, e o cavalo Special foi cortado da seleção por causa de uma lesão do animal. No sábado, primeiro dia da competição de saltos, Wilexo, cavalo de Cacá Ribas, refugou duas vezes e acabou cortado da prova por equipes pela equipe veterinária por estar muito inchado. A perda da ferradura de Maestro St. Louis e seu descontrole na prova foram a terceira provação dos brasileiros.
 
“Tivemos problemas com a saúde dos cavalos e agora acontece isso com o cavalo do Zé. Mas o Zé é um campeão pela forma como encarou os Jogos, um cara em quem se deve investir muito. Primeiros Jogos Olímpicos são sempre difíceis”, disse Doda, que estava preocupado com o companheiro e correu para ajudá-lo no aquecimento e apoiá-lo após a prova.
 
A Grã-Bretanha ganhou o ouro por equipes, a Holanda ficou com a medalha de prata e a Arábia Saudita conquistou o bronze.

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