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Velódromo desmontado foi para Pinhais (PR) / Foto: Reprodução / Gazeta do Povo

Rio de Janeiro - A preparação para os Jogos Olímpicos do Rio dos atletas do ciclismo de pista está carente de um bom local para treinos. Ao mesmo tempo, os equipamentos do velódromo usado no Pan do Rio, em 2007, levados a Pinhais, no Paraná, estão abandonados e não serviram à construção do centro. 
 
As informações, da ESPN.com.br, dão conta de que o velódromo acabou não saindo do papel. Segundo a reportagem, muitas peças estão enferrujadas e a pista, desmontada em um armazém. 
 
O velódromo original, construído para o Pan em Jacarepaguá, custou R$ 14 milhões. A pista não foi reaproveitada para as Olimpíadas e o Comitê Organizador decidiu construir um novo local, no valor de R$ 147 milhões.
 
O recebimento dos materiais da pista pan-americana desconstruída foi feito pela cidade paranaense, no intuito de reconstruir o velódromo e atrair os ciclistas de ponta para a região. O translado dos equipamentos custou R$ 1,3 milhão aos cofres públicos; as peças, até hoje, estão soltas.
 
"Nós demos a ordem de serviço para a empresa em 25 de maio. Até 25 de novembro é a primeira etapa da obra. Os primeiros seis meses são para fazer o projeto. Ferrugem é desgaste natural das peças", se defendeu Ricardo Pinheiro, coordenador-executivo da secretaria de obras de Pinhais.
 
Além de todos esses gastos, ainda se paga R$ 10 mil mensais para alugar um depósito na cidade, onde estão itens como a pista de madeira e cadeiras da instalação original.
 
Sander Douma, arquiteto da versão original, feita para o Pan, foi totalmente contra a construção de uma nova obra para os Jogos Olímpicos. "Vocês são loucos, porque a pista foi construída para o Pan-Americano, mas também poderia ser usada na Olimpíada", disse, à ESPN. 
 
Após a decisão de construir uma nova instalação para o ciclismo de pista, em 2013, ficou o imbróglio com o velódromo do Pan, considerado um dos grandes legados do evento. Primeira opção para receber as peças e erguer de novo a instalação, Goiânia se recusou. Pinhais, que se propôs a receber a doação e montar o velódromo, porém, não se moveu para tal nos últimos dois anos.
 
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