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Brasil confirma tradição e é campeão na Argentina

Giovani dos Santos é campeão dos 10.000 m no Sul-Americano de Buenos Aires: ouro para o Brasil no Sul-Americano na Argentina / Foto: Wagner Carmo/CBAtBuenos Aires - Apesar do frio de cerca de 4 graus e do vento gelado que obrigou vários atletas a levarem cobertores para o Estádio de Atletismo do Cenard, em Buenos Aires, o Brasil confirmou seu favoritismo e venceu a 47ª edição do Campeonato Sul-Americano da Argentina, encerrado no domingo, dia 5 de Junho. 

No total, a Seleção Brasileira somou 488 pontos: a equipe masculina conquistou o seu 28º titulo, com 238 pontos, enquanto a feminina ganhou o 29º torneio, com 250 pontos. Assim desde 1975 o Brasil vence de forma absoluta o mais antigo Campeonato de área da IAAF. A Colômbia ficou em segundo lugar com 292 pontos e a Argentina em terceiro, com 214,5.

Nas 13 finais do último dia da competição, iniciada na quinta-feira, o Brasil ganhou mais da metade, e ficou com 7 medalhas de ouro, 3 de prata e 3 de bronze. No total, a delegação somou nos quatro dias 51 medalhas, sendo 21 de ouro, 16 de prata e 14 de bronze. A Colômbia comprovou mais uma vez sua evolução, ficando em segundo lugar, com 33 medalhas (12 - 12 - 9), contra 20 da Argentina (5 - 8 - 7).

Dez equipes fizeram pontos no Campeonato Sul-Americano e dez também conquistaram medalhas. Oito países colocaram atletas no ponto mais alto do pódio.

Os fundistas foram os grandes destaques do último dia. Nos 10.000 m masculino, deu dobradinha brasileira: Giovani dos Santos venceu com 28:41.02, conseguindo o índice para o PAN (28:50.25), e Damião Ancelmo de Souza ganhou prata, com 28:53.94. "A gente se revezou na frente, mas nas últimas voltas resolvi forçar o ritmo. Foi a melhor prova de minha vida, embora eu ainda sinta dificuldades de correr na pista. Antes só corria na rua", comentou o mineiro de 29 anos, nascido em Natércia. Damião não ficou, tem certeza de que conseguirá resultado melhor: "Estou bem treinado e pegando uma prova em condições melhores de clima sei que vou baixar minha marca", comemorou.

Nos 10.000 m feminino, Simone Alves da Silva deu outro show. Ela venceu com 31:59.11, garantindo participação no PAN e no Mundial (o índice B é de 32:00). "Foi uma corrida muito dura por causa do frio, mas resolvi tentar uma boa marca e é a melhor da minha vida", disse Simone, muito cansada e feliz. Recordista sul-americana dos 5.000 m, ela busca agora o recorde dos 10.000 m, que é de 31:47.76 e pertence a Carmem de Oliveira desde 1993.

Cruz Nonata ficou com o bronze - o segundo já que terminou em 3º também nos 5.000 m. Ela tentou acompanhar a Simone no início da prova, mas não conseguiu. Brigou até a última volta com a argentina Rosa Godoy, que ficou com a prata. "Me esforcei ao máximo. Mesmo assim fiquei feliz com a minha campanha", disse Nonata.

As outras medalhas de ouro foram conquistadas por Fábio Gomes da Silva, que venceu o salto com vara no desempate com o argentino Germán Chiaraviglio. Fábio passou pela marca de 5,35 m e Gérman não conseguiu, ficando com a prata. "O frio atrapalhou demais. Por isso, o índice técnico não foi alto", lembrou Fábio, recordista sul-americano com 5,80 m.

No heptatlo, Vanessa Chefer nem pôde comemorar direito o ouro. Com muitas dores na perna, após a disputa dos 800 m, ela limitou-se a andar atrás das arquibancadas do estádio porque estava "travada". Ela somou 5.428 pontos. "O resultado não foi bom, mas fico feliz pela medalha. Tive uma lesão nas costas e fiquei um mês sem treinar. Isso só valoriza a vitória", afirmou.

Melry Neri Caldeira terminou em terceiro lugar e assim como Vanessa não terminou bem a última das sete provas da especialidade. Ela procurou ajuda médica porque estava sentindo enjoo. "Esta medalha de bronze me saiu muito cara", brincou a atleta, campeã da Copa Brasil Caixa de Provas Combinadas de 2011.

O Brasil foi bem também nos revezamentos. Ganhou ouro nos 4x100 m masculino e nos 4x400 m masculino e feminino. No 4x100m feminino, ficou com a prata. "Tivemos um erro na passagem do primeiro bastão, que custou a vitória", disse Vanda Gomes. "A prova é muito rápida e decidida nos detalhes", concluiu.

O presidente das Confederações Brasileira e Sul-Americana de Atletismo comemorou a vitória do Brasil. "Mas outros países estão evoluindo muito, notadamente a colômbia", afirmou o dirigente brasileiro.

MELHORES ATLETAS
A brasileira Fabiana Murer, ganhadora do salto com vara, com 4,70 m, e o equatoriano Andres Chocho, que quebrou o recorde sul-americano dos 20 km de marcha em pista, com 1:20:23.8, foram eleitos os atletas com melhor índice técnico da competição, que reuniu 400 participantes de 14 países (Aruba foi convidada).

QUADRO DE MEDALHAS
1º Brasil - 21 de ouro, 16 de prata e 14 de bronze = 51 no total
2º Colômbia - 12-12-9 = 33
3º Argentina - 5-8-7 = 20
4º Equador - 2-0- 0 = 2
5º Chile - 1-3-7 = 11
6º Venezuela - 1-2-4 = 7
7º Peru - 1-1-1 = 3
8º Uruguai - 1-0-1 = 2
9º Paraguai - 0-1-1 = 2
10º Panamá - 0-1-0 = 1

CONTAGEM DE PONTOS GERAL
1º Brasil - 488 pontos
2º Colômbia - 292
3º Argentina - 214,5

PONTOS NO MASCULINO
1º Brasil - 238 pontos
2º Argentina - 138
3º Colômbia - 103

PONTOS NO FEMININO
1º Brasil - 250 pontos
2º Colômbia - 189
3º Argentina - 76,5

RESULTADOS DAS FINAIS DE DOMINGO

20 km em marcha - masculino
1-Andres Chocho (ECU) - 1:20:23.8
2-Gustavo Restrepo (COL) - 1:20:36.6
3-Yerko Araya (CHI) - 1:20:47.2
4-Caio Bonfim (BRA) - 1:20:58.5 (recorde brasileiro em pista)
Moacir Zimmermann (BRA) - foi desclassificado na chegada

20 km em marcha - feminino
1-Ingrid Hernandez (COL) - 1:32:09.4
2-Rosales Milanggela (VEN) - 1:32:17.6
3-Arabelly Orjuela (COL) - 1:32:48.7
5-Cisiane Dutra Lopes (BRA) - 1:35:49.6 (recorde brasileiro em pista)
6-Erica Rocha de Sena (BRA) - 1:40:24.3

Salto com vara - masculino
1-Fábio Gomes da Silva (BRA) - 5,35 m
2-Germán Chiaraviglio (ARG) - 5,30 m
3-Ruben Benitez (ARG) - 4,90 m
4-Augusto Dutra da Silva Oliveira (BRA) - 4,90 m

Salto em distância - masculino
1-Jorge McFarle (PER) - 7,95 m (+1.2)
2-Rafael Mello (BRA) - 7,85 m (+1.5)
3-Daniel Piñeda (CHI) - 7,82 m (+1,0)
5-Rogério da Silva Bispo (BRA) - 7,71 (+2,2)

Lançamento do dardo - feminino
1-Maria Lucelly Murillo (COL) - 55.85 m
2-Leryn Daiana Franco (PAR) - 55,66 m
3-Alessandra Resende (BRA) - 54,61 m
4-Laila Ferrer (BRA) - 53,67 m

Lançamento do dardo - masculino
1-Arley Ibarguen (COL) - 73,61 m
2-Dairon Marques (COL) -73,15 m
3-Abel Fatecha (PAR) - 72,51 m
5-Julio Cesar Miranda (BRA) - 70,94
6-Jander Nunes (BRA) - 69,53 m

10.000 m - masculino
1-Giovani dos Santos (BRA) - 28:41.02
2-Damião Ancelmo de Souza (BRA) - 28:53.94
3-Jhon Tello (COL) - 28:56.46

10.000 m - feminino
1-Simone Alves da Silva (BRA) - 31:59.11
2-Rosa Godoy (ARG) - 32:51.10
3-Cruz Nonata da Silva (BRA) - 32:53.72

4x100 m - feminino
1-Colômbia - Eliecit Palacios, Alejandra Idrobo, Yomara Hinestroza e Norma Gonzazez - 44.11
2-Brasil - Rosemar Coelho Neto, Vanda Gomes, Ana Cláudia Silva e Franciela Krasucki - 44.56
3-Chile - Maria Diaz, Maria Makenna, Isidora Jimenez e Daniela Pavez - 46.42

4x100 m - masculino
1-Brasil - Carlos Roberto Pio, Sandro Vianna, Nilson André e Aílson Feitosa- 39.87
2-Colômbia - Isidro Montoya, Geiner Mosquera, Luis Nuñez e Daniel Gruezo - 39.88
3-Chile - Ignacio Rojas, Cristian Reyes, Kael Becerra e Jorge Rojas - 40.83

Heptatlo
1-Vanessa Chefer (BRA) - 5.428 pontos
2-Agustina Zerboni (ARG) - 5.226
3- Melry Neri Caldeira (BRA) - 5.208

4x400 m - feminino
1-Brasil - Geisa Coutinho, Aline Santos, Joelma Souza e Jailma Sales de Lima - 3:31.66
2-Colômbia - Alejandra Idrobo, Evelys Aguillar, Princesa Oliveros e Yenifer Padila - 3:37.66
3-Chile - Javiera Errazuriz, Isidora Jimenez, Paula Goni e Fernanda Mackenzie - 3:49.51

4x400 m - masculimo
1-Brasil - Luis Eduardo Ambrosio, Kleberson Davide, Wagner Francisco Cardoso e Hederson Stefani - 3:08.95
2-Colômbia - Yeison Rivas, Geiner Becerra, Diego Palomeque e Rafith Rodriguez - 3:09.67
3-Argentina - Jorge Rojas, Luís Montenegro, Ignacio Rojas e Cristian Reyes - 3:15.58

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