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Atenção na largada

Ciclismo BMX planeja partir bem para fazer uma boa prova em Londres 2012/ Foto: Wander Roberto/COBCiclismo BMX planeja partir bem para fazer uma boa prova em Londres 2012/ Foto: Wander Roberto/COB

Londres- Numa competição em que a largada tem influência decisiva no resultado final e que os erros costumam ser implacáveis com quem os comete, o Brasil entra na disputa do ciclismo BMX dos Jogos Olímpicos Londres 2012 consciente de que não será surpresa se conseguir um resultado expressivo. As provas da modalidade começam nesta quarta-feira, 8 de julho, e terminam dois dias depois, na sexta-feira, com a disputa que apontará os novos  medalhistas olímpicos.
 
“No ciclismo BMX, tudo pode acontecer. A gente, por exemplo, pode não classificar para uma fase adiante da competição, como pode chegar à final e brigar por medalha”, comentou o treinador da equipe brasileira, Guilherme Pussield.
 
A chave do sucesso na prova é a largada. “Uma boa largada é mais do que meio caminho para garantir um bom resultado. Quem chega na primeira curva na frente, leva vantagem. A partir daí, é se manter atento para proteger a curva, sem cometer erros”, explicou Guilherme, lembrando que o regulamento da disputa proíbe o ciclista de olhar para trás para ver onde se encontra seu adversário.
 
Para superar os obstáculos que terão pela frente em Londres 2012, os dois representantes do Brasil na competição – Renato Rezende e Squel Stein – vêm se preparando para a disputa desde 2010. De lá para cá, participaram de várias competições internacionais, como o Campeonato Sul-americano de Medellin, os Jogos Pan-americanos Guadalajara 2011 e o Campeonato Mundial de Bicicross 2012, em Birmingham, na Inglaterra, onde o ciclismo brasileiro carimbou passaporte para os Jogos Olímpicos tanto no masculino quanto no feminino.
 
Na reta final de preparação para Londres 2012, entre os dias 29 de junho e 20 de julho, a equipe olímpica brasileira de bicicross ainda teve oportunidade de passar 20 dias em Santiago Del Estero, na Argentina, e fez os ajustes necessários para ter uma boa campanha em solo inglês. “A pista de lá tem as mesmas características da que enfrentaremos nos Jogos Olímpicos. E isso foi importante para nós”, comentou o treinador brasileiro.
 
Na avaliação da equipe do Brasil, o circuito da BMX Track, localizada dentro do Parque Olímpico, é muito técnico. Além da gate - rampa de largada - de 8 metros de altura, conta com rampas de salto extensas, com média de 8 a 12m de comprimento. “Essas características já não nos surpreendem mais. Tivemos dificuldade no Mundial de 2009, em Adelaide, na Austrália, onde competimos pela primeira numa gate de 8 metros”, disse Guilherme.
 
Nesta quarta-feira, serão realizadas as provas denominadas time trial: cada piloto entra na pista sozinho para a tomada de tempo. O resultado obtido por cada um servirá para a montagem das baterias de oito pilotos que brigarão pela classificação à etapa seguinte. No masculino, os 32 inscritos serão divididos em quatro baterias e terão que disputar as quartas de final, na quinta-feira. Os quatro melhores de cada bateria, após cinco passagens pela pista, avançam na competição.
 
As semifinais e finais estão marcadas para a sexta-feira. Os 16 pilotos classificados no dia anterior no masculino e as 16 inscritas no feminino farão três passagens pela pista. Os quatro melhores de cada uma das duas baterias formam os oito pilotos que disputarão o título, em bateria única e apenas uma passagem.    

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