Fraudadores indenizam organização da Corrida de São Silvestre

Fraudadores indenizam organização  da Corrida de São Silvestre / Foto:  Fernando Dantas/Gazeta PressFraudadores indenizam organização da Corrida de São Silvestre / Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

São Paulo - A Corrida Internacional de São Silvestre marcou um importante ponto na sua cruzada contra a fraude. A organização foi indenizada pelo senhor Valter Pereira da Silva, um dos atletas da equipe Run Up, de Sorocaba (SP), aquele que permitiu que seu número fosse clonado na 93ª edição da principal prova de rua da América Latina, em 2017. 
 
Além da indenização por danos materiais e morais, no valor de R$ 25 mil, o atleta confessou e detalhou todo o processo idealizado pela Run Up para a fraude, que contou com a participação de vários atletas da equipe, que inegavelmente encontrava-se uniformizada e com estrutura de serviço e transporte.
 
O caso ganhou notoriedade após a publicação de imagens com vários corredores, homens e mulheres, participando com o mesmo número. A partir disso, a organização técnica da prova, feita pela Yescom, e a proprietária da prova, a Fundação Cásper Líbero, ingressaram na justiça cível e criminal contra a inequívoca a fraude. Após dois anos, conseguiu-se esta importante vitória.
 
Apesar do acordo entre Yescom e o referido senhor Valter, a organização continua cobrando da Run Up e de seus outros integrantes fraudadores a consequente responsabilidade pelo ilícito. O caso ainda está em andamento, sendo certo que também tramitam na justiça ações da Fundação Cásper Líbero contra a equipe Run Up. Assim, o Comitê Organizador acredita na solução total da situação o mais breve possível.
 
Atitudes como a da Run Up colocam em risco a saúde a integridade de corredores oficialmente inscritos. Isso porque os atletas que clonam os números utilizam a estrutura dimensionada para o número determinada de corredores, podendo faltar água, assistência médica, alimentação e segurança.
 
Caso ocorram fatos como este, a organização seguirá acionando a justiça. Estas ações prometem ser mais efetivas em 2019 e também em 2020. Além da clonagem de número, que vinha sendo a prática mais comum, há outra forma de burlar a lei sendo utilizada.
 
Um atleta acima de 60 anos ou mais, portanto com direito a desconto de 50%, faz a inscrição e cede seu número para um atleta fora desta categoria. Para evitar isso, haverá mais monitoramento com câmeras, além de fiscais dentro da prova. Se comprovada a irregularidade, medidas judiciais também serão tomadas. Na entrega de kits, no Anhembi, de 27 a 30 de dezembro, haverá atendimento especial para este público e os números de peito serão diferenciados e de fácil identificação.
O Comitê Organizador pede gentilmente que atletas sem inscrição não compareçam, pois não há como dimensionar os serviços e o consumo excessivo pode gerar a falta de serviços e hidratação para os inscritos. E destaca que essas dinâmicas estão sendo implantadas para melhor atender aos atletas inscritos oficialmente.
 
A programação de largadas no dia 31 começará mais cedo, a partir das 7h25min, com a largada da categoria Cadeirantes. Em seguida, a partir das 7h40min, será a vez da Elite feminino, ficando para as 8h05min a Elite masculino, Pelotão C, e Cadeirantes com Guia e Pelotão Geral.
 
A infraestrutura do evento é dimensionada para o número oficial de inscritos, até 35 mil, não contemplando serviços a atletas sem inscrição ("pipocas"). Como consta em regulamento, não haverá serviços extras e hidratação excedente para atletas sem inscrição. 
 
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