Marílson dos Santos completa a maratona em quinto

Brasileiro afirma que prova foi a mais difícil que já enfrentou/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COBBrasileiro afirma que prova foi a mais difícil que já enfrentou/ Foto: Valterci Santos/AGIF/COB

Londres- O clima quente e abafado da última manhã olímpica em Londres, neste domingo, tornou a prova mais tradicional dos Jogos Olímpicos um exercício de força mental e resistência, superado com louvor pelo trio verde-amarelo. Mesmo sem medalhas, pela primeira vez todos os três brasileiros cruzaram a linha de chegada entre os 15 primeiros: Marílson ficou em quinto lugar, com 2h11min10s, Paulo Roberto Paula em oitavo, com 2h12min17s, e Franck Caldeira terminou em 13º, com 2h13min35s. A maratona foi vencida por Stephen Kiprotich, de Uganda, com 2h08min01s.
 
“Nunca cheguei tão cansado em uma prova. Queria muito a medalha e acreditei que um dos três primeiros fosse quebrar em algum momento. Realmente, dei o meu máximo. Os dois últimos quilômetros foram os mais difíceis que eu já fiz. No fim, perdi o quarto lugar, porque tentei alcançar o terceiro e forcei demais. Já vi atleta perdendo a medalha no finzinho e não queria desistir antes do fim”, disse Marílson, antes de comentar, com bom humor, a participação brasileira na prova. “Se tivesse pontuação por equipe, estaríamos muito bem”.
 
Nos Jogos de Londres, a maratona olímpica foi disputada em um circuito de três voltas de 12,875km, acrescido de um trecho de 3,57 quilômetros no início da prova. Às margens do Tâmisa, o trajeto passou pelos principais cartões postais de Londres, como o Palácio de Buckingham, Catedral de Saint Paul, Trafalgar Square e o Big Ben.
 
Depois de um início bem equilibrado, com os três brasileiros posicionados no pelotão de frente, Franck Caldeira chegou a liderar a prova na altura dos 10 quilômetros, abrindo uma vantagem de oito segundos sobre o segundo colocado, Emmanuel Kipchirchir Mutai, do Quênia. Porém, a vantagem evaporou-se depois que os atletas quenianos e etíopes passaram a forçar o ritmo e recuperaram a liderança.
 
Marílson e Paulo Roberto mantinham-se no segundo pelotão, formado atrás dos quenianos Wilson Kiprotich e Abel Kirui e do ugandês Stephen Kiprotich. Depois de chegar à metade da prova na sétima posição, Marílson pulou para a quinta colocação na passagem do quilômetro 25, enquanto Paulo Roberto mantinha-se em décimo.
 
A esperança de medalha aumentou no 31º quilômetro, quando Marílson assumiu a quarta posição da prova, ultrapassando o etíope Ayele Abshero. No entanto, o ritmo forte imposto por Stephen Kiprotich, que assumiu a liderança no 36º quilômetro, não deixou o brasileiro se aproximar demais. Depois de forçar demais, Marílson ainda foi ultrapassado pelo americano Mebrahtom Keflezighi no último quilômetro e terminou na quinta posição.
 
 

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