Nazarov confirma favoritismo e bate recorde do GP Caixa/São Paulo

Dilshod Nazarov vence em São Paulo/ Foto: Marcelo Ferrelli/CBAt Dilshod Nazarov vence em São Paulo/ Foto: Marcelo Ferrelli/CBAt São Paulo - As provas do martelo, tanto no masculino como no feminino, esquentaram o inicio das competições do GP Internacional Caixa/São Paulo de atletismo, disputado na pista do Estádio Ícaro de Castro Melo, no Ibirapuera, com novos recordes estabelecidos pelos homens e pelas mulheres. 

A prova do martelo masculino teve confirmada a expectativa de alto nível técnico. Com quatro lançamentos para cada atleta, nada menos do que três marcas ficaram acima do recorde anterior do torneio. Quem levou a melhor foi Dilshod Nazarov, do Tadjiquistão, com 76,61 m, novo recordo do GP Caixa/São Paulo. Falando muito pouco inglês, ele resumiu com modéstia sua participação. "Não foi tão bom, mas também não foi ruim", disse, antes de abrir um largo sorriso de contentamento. 

No extremo oposto do humor estava o recordista brasileiro no martelo, Wagner Domingos. Ele queimou os quatro lançamentos e terminou a disputa sem marca válida. "Nem sei o que aconteceu, nunca queimei em uma prova importante antes", lamentou o brasileiro. "Agora é levantar a cabeça, esquecer o acontecer e me concentrar no GP Brasil, no Rio."

Em segundo, no martelo masculino ficou Lukás Melich, da República Tcheca, com 76,60 m, e em terceiro Siarhei Kalamoets, da Bielorus, com 76,39 m. A marca desses dois atletas também ficaram abaixo do recorde anterior, 75,97 m, alcançada pelo norte-americano Kibwe Johnson no ano passado.

Na prova feminina, foi a norte-americana Jessica Cosby quem levou o ouro e estabeleceu uma nova marca para o GP Caixa/São Paulo. "Estou muito feliz de estar competindo no Brasil e conseguindo bons resultados. Espero voltar sempre", disse Cosby. Ela lançou o martelo a 72,05 m, superando os 71,93 m da cubana Ypsi Moreno, obtido no ano passado. Em segundo ficou a colombiana Eli Moreno, com 69,29 m, e em terceiro a moldava Marina Marghieva, com 68,49 m.

Velocistas sofrem com o frio - O trinitino Marc Burns foi o vencedor dos 100 m, com tempo de 10.31, seguido de perto pelo brasileiro Sandro Viana, que completou o percurso em 10.32. "Estou feliz com a vitória, mas não foi o tempo que eu esperava. O frio me prejudicou um pouco", disse Burns. O velocista volta à pista no próximo domingo, no GP Brasil, no Rio. "Espero que o clima me ajude, e também acho a pista de lá mais rápida", completou.

A prova feminina foi vencida pela norte-americana Lauryn Williams, com 11.28. Rosângela dos Santos, do Brasil, ficou em segundo, com 11.29, a apenas sete centésimos do índice olímpico. "Está tão frio que nem suei", brincou a carioca Rosângela, que terá no GP Brasil uma nova chance de carimbar o passaporte para Londres. "É minha primeira vez no Brasil e estou gostando muito. Estava um pouco mais frio que eu esperava, mas até que foi bom", resumiu Lauryn.

A catarinense Tamiris de Liz obteve a marca de 11.64, terminando em nono lugar na classificação por tempo. Com isso, ela obteve novamente o índice para o Mundial Juvenil de Barcelona, em julho.

A cubana Misleydis Gonzalez venceu novamente o arremesso do peso. Campeã em Uberlândia, ela ganhou nesta quarta-feira com a marca de 18,53 m, seguida da chilena Natália Ducó (18,11 m) e da brasileira Geisa Arcanjo (17,63 m).

"Estou contente com a vitória, mas considero meu resultado apenas regular. Esperava mais de mim, pois poderia ter alcançado 18,80 m. Este arremesso que me deu a medalha de ouro está abaixo do que poderia fazer", comentou Misleydis.

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