Bom nível técnico marca 28º GP Brasil/Caixa

Maurren Maggi vence e recebe apoio do público no Engenhão / Foto: Wagner Carmo / CBAtMaurren Maggi vence e recebe apoio do público no Engenhão / Foto: Wagner Carmo / CBAtRio de Janeiro - A 28ª edição do Grande Prêmio Brasil/Caixa de Atletismo, como de costume, teve alto nível técnico, favorecido pela boa competitividade nas provas e pelo sol e um calor que variou dos 23 aos 30 graus, no Estádio Olímpico do Engenhão, no Rio de Janeiro.

Os brasileiros tiveram bons destaques na competição, que reuniu 192 atletas (99 homens e 93 mulheres) de 28 países, dos quais 15 tiveram representantes no pódio e nove fizeram campeões. O Brasil conquistou 15 medalhas, sendo 8 de ouro, 4 de prata e 3 de bronze.

Rosangela Santos (100 m), Ronald Julião (lançamento do disco), Diego Gomes (800 m) e Laila Ferrer (lançamento do dardo) conseguiram os índices exigidos pela CBAt para a Olimpíada de Londres.

O GP Brasil/Caixa, válido pelo IAAF World Challenge, fechou o Brazilian Athletics Tour-2012, iniciado em Belém (dia 6), e com as etapa de Fortaleza (9), Uberlândia (13) e São Paulo (16).


Salto em distância - Já pré-convocada para a Olimpíada, Maurren Maggi garantiu neste domingo a terceira vitória na terceira competição da temporada no salto em distância, confirmando a sua condição de ídolo do esporte ao ser festejada pelo público. Antes do Rio, ela havia vencido também nos GPs de Belém e São Paulo. No Rio, saltou 6,69 m, superando adversárias fortes como a as norte-americanas Tori Polk, Brianna Glenn e a brasileira Keila Costa, segunda no GP, com 6,58 m.

"Esperava uma marca melhor, ainda mais depois do GP de São Paulo (onde ela venceu com 6,85 m, 3ª melhor marca do ano no mundo), mas vencer é sempre bom", garantiu a campeã em Pequim. "Me sinto bem preparada para Londres. Falta acertar alguns detalhes na parte final da corrida e no salto, mas tenho tempo para isso e vou dar tudo na Olimpíada", disse a atleta que afirma que para ter um bom resultados nos Jogos precisa estar saltando acima dos 7 metros.


100 m masculino - A prova masculina dos 100m teve a vitória de Emmanuel Callender, de Trinidad & Tobago. Ele completou o percurso em 10.07 (vento de 1.5). "Fui bem aqui, me recuperei da desqualificação de São Paulo fazendo minha melhor marca do ano". O jamaicano Dexter Lee ficou com a prata, com 10.21, e Gerald Phiri da Zâmbia, com o bronze, com 10.22.


Salto com vara - A cubana Yarisley Silva, campeã pan-americana, confirmou a boa fase e venceu novamente no Brasil. Após saltar 4,65 m em São Paulo, a atleta ganhou o ouro com 4,60 m. A campeã mundial Fabiana Murer terminou na 2ª colocação com 4,50 m. Também subiu ao pódio a cubana Dailis Caballero, com 4,40 m.


400 m masculino - Os brasileiros fizeram dobradinha nos 400 m. Anderson Henriques venceu a prova com 46.12, seguido por Pedro Burmann com 46.45, e Kerron Clement (USA), com 46.53.


Lançamento de disco masculino - Ronald Julião estabeleceu novo recorde brasileiro da prova ao vencer com um lançamento de 65,41 m. A marca supera novamente os 63,00 m, que é o índice exigido para Londres. O cubano Jorge Fernández foi o 2º com 63,89 m, e German Lauro, da Argentina, o 3º com 60,48 m.


400 m feminino - Campeã de Uberlândia, Geisa Coutinho venceu o GP Brasil, com 51.79. Prata e bronze também ficaram com o Brasil, com Joelma Neves, 2ª com 52.24, e Jailma Sales, 3ª com 53.50.


400 m com barreiras masculino - O moçambicano Kurt Couto venceu a 2ª prova no Brasil. O atleta, campeão no GP Caixa/Sesi, ficou com o 1º lugar com 49.71. Completaram o pódio Andrés Silva, do Uruguai, com 49.78, e Hederson Estefani, do Brasil, com 50.48.


100 m feminino - Rosângela Santos alcançou o tão esperado índice olímpico ao vencer a prova em 11.21 (vento de 0.6) e superar a marca exigida em 1 centésimo. Shenique Furguson (Bahamas) foi a 2ª com 11.30 e Lauryn Williams (Estados Unidos), a terceira, com 11.32.


3000 m com obstáculos feminino - A marroquina Salima Alami conquistou o 3º ouro durante sua estadia no Brasil. Campeã dos 1.500 m em São Paulo e dos 3.000 m com obstáculos em Uberlândia, a atleta ficou com o ouro também no Rio, com 9:31.03. A etíope Mekdes Bekele ficou em 2º com 9:40.62 e Angela Figueroa, da Colômbia, em 3º com 9:42.71.


100 m com barreiras feminino - Nichole Denby, dos Estados Unidos, levou a melhor e venceu com 13.24 (vento de -0.1). As brasileiras Giselle Marculino, com 13.30, e Maíla Machado, com 13.60, completaram o pódio.


Lançamento de dardo feminino - A brasileira Laila Ferrer obteve ótimo resultado na prova, não só venceu, como também superou a marca de 59,75 m exigida para a Olimpíada. A cearense lançou 60,21 m e superou a cubana Yanelis Ribiaux, 2ª com 57,02 m, e a brasileira Jucilene Sales, 3ª com 56,48 m.


110 m com barreiras masculino - O jamaicano Richard Phillips venceu com 13.63 (vento de - 0.2), e superou os americanos Ronald Brookins, 2º com 13.71, e Dominic Berger, 3º com a mesma marca.


Salto triplo masculino - Pódio cubano de Alexis Copelo, que quebrou a barreira dos 17 metros ao saltar 17,17 m na última tentativa, Osviel Hernandez, 2º com 16,83 m, e Yoandris Betanzos, 3º, com 16,51 m.


800 m masculino - Apesar da vitória do queniano Antonhy Chemut, com 1:45.27, o destaque da prova foi o brasileiro Diego Chargal, que correu a prova em 1:45.62, índice da CBAt para os Jogos Olímpicos. O colombiano Rafith Rodriguez completou o pódio com 1:45.71.


4x100 m feminino - A equipe principal do Brasil venceu com 43.01, e superou a Colômbia, 2ª com 43.58, e a Bahamas, 3ª, com 43.97.


4x100 m masculino - A equipe A do Brasil venceu com 38.63. A equipe "Mundo", em que correram Dexter Lee (Jamaica), Marc Burns e Emmanuel Callender (Trinidad & Tobago) e Gerald Phiri (Zâmbia) ficou em 2º com 38.87. Bahamas completou o pódio, com 39.36.


4x400 m masculino - A Venezuela levou a melhor e venceu com 3:01.88, seguida por Cuba, com 3:02.21, e o Brasil A, com 3:05.48.


4x400 m feminino - O Brasil conquistou o ouro com 3:31.79, e superou a equipe principal da Colômbia, 3:36.78, e a equipe B, com 3:37.01.

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