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O ciclista belga Jan Bakelants superou os problemas nos joelhos e uma perseguição frenética de Peter Sagan para viver o dia mais bonito da carreira / Foto: Tour de France

França - O ciclista belga Jan Bakelants superou os problemas nos joelhos e uma perseguição frenética de Peter Sagan para viver o dia mais bonito da carreira, com direito a uma vitória de etapa do Tour de France, a competição de ciclismo mais importante do mundo. De quebra, o ciclista da equipe RadioShack vestiu a camiseta amarela e é o líder da competição depois de duas etapas disputadas. 
 
"É o dia mais bonito da minha vida de ciclista. Não consigo acreditar no que está acontecendo depois de todos os problemas que tive este ano e nos anos anteriores", disse emocionado, o vencedor da segunda etapa da 100.ª edição do Tour. O final disputado foi também impressionante, já que o belga resistiu a uma perseguição final feita pela equipe Cannondale, que queria entregar a vitória a Peter Sagan, para conquistar a sua primeira vitória na prova francesa.
 
O eslovaco teve que se contentar com o segundo lugar da etapa, apenas a um segundo de distância do novo líder do Tour, que completou o percurso disputado no domingo, dia 30 de Junho, em 3 horas 43 minutos e 11 segundos. O dia ficou marcado pelas equipes francesas, que tentaram ser as protagonistas com a fuga de Pierre Roland (Europcar), vencedor do prémio da juventude em 2011, Marcel Kittel, assim como Alexander Kristoff (Katusha) e Danny van Poppel (Vacansoleil). Mas os sprintistas não conseguiram manter o ritmo nas montanhas de categoria três e foram aos poucos engolidos pelo pelotão. 
 
A segunda etapa, classificada no site do Tour como uma etapa média de montanha, era teoricamente favorável aos puncheurs (ciclistas "explosivos" especialistas em finais duros). E isso se comprovou. A Sky controlou o pelotão como se a corrida fosse sua. Os britânicos tentam mostrar na prática, por que são considerados favoritos a ficar com o primeiro lugar na classificação geral da Volta da França. Na parte final da etapa, a formação de Chris Froome impôs um ritmo forte, destroçou o pelotão e reduziu a disputa a um grupo restrito de corredores, que são especialistas em terrenos irregulares.
 
Na sucessão de ataques, ficaram na frente Bakelants, Jakob Fuglsang (Astana), Gorka Izagirre (Euskaltel-Euskadi), Manuele Mori (Lampre), Sylvain Chavanel (Omega Pharma-Quickstep) e Juan Antonio Flecha (Vacansoleil). "Éramos seis e pedalamos juntos para manter a distância do pelotão, mas sabia que se mantivesse aquele rítmo o pelotão iria chegar. Por isso, decidi acelerar antes disso acontecer. Nem olhei pra ver se alguém veio atrás de mim. E Consegui. Foi difícil, mas ganhei", explicou o belga, de 27 anos.
 
Bakelants está habituado a superar limites. Este ano, esteve grande parte da temporada parado devido a uma operação ao joelho e uma inflamação que teve depois da cirurgia. Por causa disso, teve de renunciar ao Critério do Dauphiné, prova que normalmente é disputada como prévia do Tour de France. Apesar da ausência, Jan Bakelants conseguiu se recuperar a tempo de merecer um voto de confiança dos responsáveis da RadioShack para fazer parte da restrita elite do Tour de France. "Tive de esperar cinco anos, mas consegui. Esta é apenas a segunda etapa, mas o meu Tour está feito. Não temos sprinters, portanto não vamos ganhar cinco, seis etapas. O resultado é muito bom para nossa equipe". 
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