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Quinto colocado no Ironman Copenhaguen, catarinense supera lesão e confirma presença em Kona pelo quarto ano consecutivo / Foto: Romulo Cruz

Dinamarca - Em sua última tentativa na busca por uma vaga para o Mundial de Kona, no Havaí, o catarinense Igor Amorelli foi para o tudo ou nada e na base da superação conseguiu a classificação para o mais importante evento de triathlon de longa distância do mundo pela quarta vez consecutiva.
 
O quinto lugar no Ironman Copenhaguen completou a saga de Igor pela Europa nas últimas semanas culminando em três eventos em menos de um mês. O título no Ironman Holanda e o top-5 na Dinamarca garantiram ao atleta a pontuação necessária para competir mais uma vez na ilha havaiana.
 
“Foi muito difícil. Deu no limite, foram três semanas bem duras. Nós sabíamos que tinha que vencer pelo menos um evento e a vitória veio logo na prova da Holanda. Depois disso era necessário mais um resultado razoável. Infelizmente em Wiesbaden (Alemanha) eu tive uma queda e não consegui fechar a prova e daí ficou tudo para a competição da Dinamarca. E o resultado veio. No final tudo deu certo e o que importa é isso. Conseguimos a vaga que era o objetivo principal. Agora é voltar para casa e focar em Kona”, disse Igor após a confirmação de sua participação no Mundial de Ironman.
 
Após sofrer uma queda durante os treinamentos para o Ironman Florianópolis, em março, Igor precisou passar por uma cirurgia no braço que o afastou das competições por quase dois meses. Mesmo lesionado, o triatleta seguiu treinando conforme suas possibilidades e não desistiu em nenhum momento da vaga. No entanto, com menos tempo para classificar-se para Kona, Igor precisou passar por um teste duro, competindo três vezes em um período de quatro semanas.
 
“Ter conseguido a vaga é uma mistura de várias coisas. Cansaço, não consegui treinar muito, pois estava competindo bastante, mas o que importa é que a gente pegou a vaga. Estou bem feliz e já de olho no Mundial”, comemorou Igor.
 
Até o Havaí, Igor tem aproximadamente sete semanas de treinamento pela frente e nesse meio tempo vai retornar a Balneário Camboriú, onde mora, para se preparar para o principal desafio do ano. Nesse período o triatleta define com sua equipe quais provas fará, mas o planejamento inclui um ou dois Ironmans 70.3, que compreendem a metade da distância de um Ironman – 1,9km de natação, 90km de ciclismo e 21,1km de corrida.
 
Ironman Copenhaguen - No último esforço em busca de um lugar em Kona, Igor abriu a prova desse domingo com um ritmo forte na natação. O catarinense liderou os 3,9km na primeira etapa, saindo na frente para a transição do ciclismo com 47min38seg. Bem próximos estavam o alemão Andreas Raelert, o britânico Will Clarke, o italiano Alberto Casadei, o brasileiro Fabio Carvalho e o sueco Patrick Nilsson.
 
Esses seis atletas se mantiveram juntos até aproximadamente 150km de ciclismo, quando Raelert, Fabio e Nilsson começaram a abrir um pouco de vantagem. Igor mantinha-se bem posicionado e fechou os 180km de ciclismo em 4h19min04seg, entregando o pedal pouco mais de três minutos atrás dos três líderes.
 
Na Maratona, Igor precisava ser inteligente para completar bem a prova e garantir uma posição que lhe valeria a vaga em Kona. Com um bom ritmo do começo ao fim, o catarinense fechou os 42,2km em 3h01min49seg, e a prova em 8h13min02seg, tempo que lhe garantiu a quinta posição e a pontuação necessária para estar mais uma vez ao lado dos melhores do mundo em outubro, no Havaí. Patric Nilsson venceu o evento na Dinamarca, seguido por Will Clarke e Fábio Carvalho.

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