Florianópolis - Pela primeira vez, o circuito IRONMAN no Brasil contará com uma prova com o field profissional formado exclusivamente por mulheres. A competição será realizada no Nubank Ultravioleta IRONMAN 70.3 Florianópolis, neste domingo (18), a partir das 5h45, em Jurerê Internacional. O evento foi tema de uma coletiva de imprensa realizada neste sábado, que reuniu atletas brasileiras e francesas entre os principais nomes da disputa.
Participaram do encontro as brasileiras olímpicas Djenyfer Arnold e Vittoria Lopes, além das francesas Léa Riccoboni e Julie Iemmolo, e da também brasileira Mikelle Coelho. As triatletas discutiram a experiência de competir em um pelotão profissional exclusivamente feminino, a importância da visibilidade para as mulheres no esporte e suas expectativas para a prova, que contará com 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida.
Djenyfer Arnold, medalhista pan-americana e representante do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, destacou a relevância da iniciativa. 'É a primeira vez que vou competir em um field só de mulheres e acho bem interessante. Em questões de visibilidade, acredito ser muito importante para todas as mulheres da elite que vão largar aqui no domingo', afirmou a atual campeã.
Vittoria Lopes, que também competiu nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e Paris 2024, já teve uma experiência semelhante em Happy Valley, no ano passado. Para ela, a iniciativa amplia a exposição das profissionais, embora a presença de homens e mulheres na mesma prova também tenha seus atrativos. A brasileira foi vice-campeã do IRONMAN 70.3 Florianópolis Latin America Championship em 2025 e conquistou o título do IRONMAN 70.3 Sergipe no mesmo ano.
A francesa Julie Iemmolo ressaltou os aspectos positivos de uma disputa exclusivamente feminina. Segundo ela, a configuração da prova pode favorecer a visibilidade das atletas e proporcionar uma dinâmica diferente ao longo do percurso, especialmente no ciclismo, permitindo que as competidoras permaneçam mais tempo em evidência durante a disputa.
Mikelle Coelho, que iniciou sua trajetória no circuito profissional em 2025, também aprovou a iniciativa. Terceira colocada na etapa de Aracaju em sua temporada de estreia, ela destacou que já havia participado de uma prova exclusivamente feminina em Cascais, em Portugal, e considerou a experiência positiva. A escolha por Florianópolis foi motivada pela oportunidade de encerrar o calendário em uma etapa com essa característica.
Para Léa Riccoboni, a prova representa uma oportunidade especial de vivenciar uma competição com o pelotão profissional formado apenas por mulheres. A atleta também destacou a estrutura dedicada às competidoras, que torna a experiência ainda mais interessante.
A coletiva de imprensa também abordou aspectos técnicos da prova. Com um percurso de ciclismo considerado rápido, a estratégia adotada pelas atletas poderá ser determinante para definir a disputa antes dos 21,1 km finais de corrida. Julie Iemmolo afirmou que conhece o percurso, mas pretende avaliar as condições durante a prova antes de definir sua abordagem. Ela destacou a velocidade do trajeto e a expectativa de realizar uma boa etapa sobre a bicicleta.
Vittoria Lopes acredita que a natação poderá provocar diferenças menores entre as principais concorrentes, deixando o ciclismo e a corrida com papel decisivo. Djenyfer Arnold avaliou que a presença de Julie pode alterar a dinâmica da disputa, especialmente pela capacidade da francesa de buscar posições nas etapas seguintes. Para a brasileira, a natação continua sendo importante para estabelecer o posicionamento inicial, enquanto o ciclismo poderá deixar a decisão mais equilibrada para a corrida.






