Austrália - Uma cacatua rosa, com uma crista que remete à chama olímpica e ao contorno do estado de Queensland, é a inspiração do emblema dos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032, apresentado oficialmente nesta segunda-feira (5). O desenho reúne referências à fauna australiana e à região que receberá a terceira edição dos Jogos de Verão no país, depois de Melbourne 1956 e Sydney 2000.
Veja o lançamento dos emblemas de Brisbane 2032
Imagens: COI. Edição e legendas: Esporte Alternativo.
O símbolo transforma as penas da ave em elementos da identidade dos Jogos. Divididas em grupos de três e duas, elas também fazem uma referência ao número 32, ano da competição. A versão paralímpica segue a mesma proposta, mas tem como inspiração a cacatua de crista amarela.
A apresentação foi planejada em seis partes, reveladas ao longo de vários dias com a participação de nomes do esporte olímpico e paralímpico. A estratégia, porém, sofreu um contratempo: um vídeo publicado antecipadamente no canal oficial de Brisbane 2032 no YouTube mostrou os emblemas completos antes do lançamento.
Dos brasões aos símbolos em movimento - O lançamento de Brisbane acrescenta uma nova identidade a uma história visual que atravessa mais de um século. Ao longo das edições, os emblemas olímpicos passaram de representações de cidades e países a desenhos que procuram traduzir também cultura, movimento e diversidade.
Paris 1924 abriu essa trajetória com um emblema baseado no brasão da capital francesa, incluindo a embarcação que representa a cidade. Em Amsterdã 1928, o pôster com um corredor segurando um ramo de louro tornou-se uma das imagens mais reconhecidas daquela edição, que não teve um emblema oficial.
Los Angeles 1932 reuniu a bandeira dos Estados Unidos, os anéis olímpicos e um ramo de louro. Já Berlim 1936 adotou um sino estilizado, acompanhado da inscrição em alemão que convocava a juventude do mundo.
No retorno dos Jogos após a Segunda Guerra Mundial, Londres 1948 colocou a torre do Big Ben no centro de sua identidade. Helsinque 1952 também recorreu à arquitetura, com a torre do Estádio Olímpico e as cores da bandeira finlandesa.
Melbourne 1956 destacou o contorno da Austrália. Quatro anos depois, Roma buscou na loba capitolina uma referência à origem da cidade. Tóquio 1964 apostou em uma composição mais simples: o círculo vermelho do sol nascente acima dos anéis olímpicos.
Nas décadas seguintes, a figura humana e o movimento ganharam espaço. Barcelona 1992 apresentou um atleta formado por traços coloridos. Sydney 2000 incorporou referências à cultura australiana, enquanto Londres 2012 adotou uma composição angular que dividiu opiniões.
Tóquio 2020 retomou um padrão tradicional japonês. Paris 2024 reuniu a medalha de ouro, a chama e o rosto de Marianne, símbolo da República Francesa. Para Los Angeles 2028, a proposta é uma identidade variável, com diferentes versões da letra “A”.
Brisbane 2032 segue esse caminho de buscar uma marca própria para cada sede. A cacatua aproxima a identidade olímpica da natureza australiana, enquanto a chama e o desenho de Queensland conectam a ave ao evento e ao território anfitrião.






