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Atleta fica informado com a desclassificação / Foto: Reprodução

Rio de Janeiro – Um fato curioso chamou a atenção neste final de semana durante a disputa da maratona Stanford Chatered, em Nairóbi, no Quênia. O corredor Julius Ngoju, de 28 anos, entrou na prova apenas no último quilômetro e cruzou a linha de chegada na segunda posição. As informações são da imprensa local.
 
O maratonista teria completado a prova sem mostrar os mesmo sinais de cansaço de seus concorrentes, comuns depois de mais de 42 quilômetros correndo. Os juízes, então, ficaram suspeitos e desclassificaram Julius. Assim, o queniano deixou de receber os quase 6 mil euros (cerca de R$ 25 mil) dado como premiação.
 
"Fiquei em segundo e não trapaceei porque o tempo todo segui o percurso indicado. Treinei muito para essa maratona e é uma decepção que não reconheçam isso", defendeu-se o maratonista após ser informado da decisão dos juízes.
 
Mas as provas falam por si só. Câmeras do circuito fechado de televisão que acompanharam toda a prova não conseguiram registrar Julius no primeiro pelotão, que manteve a liderança da prova de ponta a ponta.
 
Ibrahim Hussein,presidente da Federação de Atletismo do Quênia, considerou o corrido uma infelicidade e pediu punições severas para essas condutas no futuro. O diretor disse que “levará o assunto muito a sério porque outros atletas que tinham treinado duro para a prova poderiam ter ficado sem prêmios”.
 
Mesmo curioso, o incidente já ocorreu antes, na prova de 2013, na mesma maratona. Na ocasião, duas mulheres foram desclassificadas depois de terem trapaceado para subir posições no ranking final.
 
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