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Thiago Braz, quinto no salto com vara   / Foto: Wagner Carmo/CBAt

Catar - O campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz ficou em quinto lugar no Mundial de Doha, Catar, numa temporada em que voltou a saltar bem, readquiriu confiança e a possibilidade de sonhar com boa performance nos Jogos de Tóquio 2020. Thiago saltou 5,70 m, neste quinto dia de disputas do Mundial, que termina no domingo (6/10). O SporTV 2 está mostrando para o Brasil o evento ao vivo todos os dias, a partir das 10:15.
 
Thiago Braz (Pinheiros) estava confiante na qualificação e também na final. Fez bons saltos, ultrapassou o sarrafo a 5,55 m e depois a 5,70 m aparentando tranquilidade, mas parou na altura de 5,80 m, superada apenas por três atletas na prova: Sam Kendricks (EUA), Piotr Lisek (POL) e Armand Duplantis (SUE). Lisek ficou com o bronze (5,87 m) e o duelo seguiu entre o norte-americano Sam Kendricks e o sueco Armand Duplants, que ficaram com o ouro e a prata, com 5,97 m.
 
"Minha primeira tentativa de 5,80 m até que foi legal, só faltaram uns ajustes, mas fui para a segunda e senti dor na panturrilha, uma cãimbra muito forte, e não consegui fazer o terceiro", disse Thiago Braz, que treina com Elson Miranda.
 
"Eu acho que essa temporada me devolveu muitas coisas, principalmente a confiança nos meus saltos, eu acredito que poderia ter chance de medalha neste Mundial, simplesmente aconteceu esse problema comigo, fiquei triste, mas vou pensar nas próximas competições", acrescentou Thiago.
 
Augusto Dutra (Pinheiros) foi 10º colocado no salto com vara - saltou 5,55 m, mas não ultrapassou a altura de 5,70 m. Explicou que não conseguiu adaptar sua corrida à pista de dentro do setor da prova no Estádio Internacional Khalifa, que tem um leve declive. "Na qualificação saltei do lado de fora, mais reto. Minha corrida é veloz e minha marca ficou muito dentro", explicou.
 
Mas garantiu que está bem e 2019 foi o melhor de seus últimos anos. "Depois de dois anos sumido, sem resultado nenhum, treinando com o Henrique (o treinador Henrique Camargo Martins) voltei a saltar melhor do que antes. Já saltei seis vezes acima de 5,70 m em 2019, foi meu melhor ano. E ainda não acabou, tem o Mundial Militar e vou em busca de uma medalha", afirmou Augusto. Os Jogos Mundiais Militares serão de 18 a 27 de outubro em Wuhan, na China.
 
Altobelli Santos da Silva (Pinheiros), que treina com Clodoaldo Lopes do Carmo, fez o seu melhor tempo do ano na segunda bateria de qualificação dos 3.000 m com obstáculos, com 8:25.23, 6º na série, 21º no geral. O mais rápido das eliminatórias foi o etíope Getnete Wale (8:12.96). Altobelli não avançou no Mundial.
 
"Dentro das condições em que eu treinei e daquilo que foi proposto para mim foi o que eu consegui apresentar. Eu queria um pouco mais, não gostei do meu resultado, sou um cara que me cobrar bastante e esperava uma corrida abaixo de 20. Sinceramente, tenho de dar uma pensada se continuo nessa prova ou não", disse Altobelli que está pensando em migrar para a maratona.
 
Lucas Carvalho (FECAM) correu na primeira série da qualificação dos 400 m rasos e foi 5º, com 46.01 (27º no geral). Lucas ajudou o Brasil a se qualificar para a Olimpíada de Tóquio 2020 com o revezamento 4x400 m misto. O mais rápido na qualificação da prova foi Kirano James (GRN), com 44.94. 
 
Jessica Moreira (Aguias Guariba-SP), de apenas 17 anos, vice-campeã brasileira, estreante num Mundial adulto correu na primeira bateria dos 400 m com barreiras e terminou em 6º, com 57.66. "Estou feliz porque corri contra adultas. Ainda não tenho 'uma corrida minha' e toda a vez sai uma corrida diferente. Esperava mais do tempo", afirmou Jessica, uma atleta ainda em formação. "Eu também estava pensando no índice para a Olimpíada de Tóquio, de 55.40, mas não deu. Vamos ver se consigo." 
 
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