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Fabiana Murer / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – A vida saltadora brasileira Fabiana Murer nunca foi fácil. Dentro do estádio, ela teve rivais icônicas, como a russa recordista mundial Yelena Ysinbayeva, que salta mais de 5m há algum tempo. Jennifer Suhr, dos Estados Unidos, e Yarisley Silva, de Cuba, também sempre estiveram ali, disputando as colocações seguintes com a brasileira.
 
Acontece que agora o salto com vara, uma das provas mais imprevisíveis do atletismo, tem vivido uma pequena revolução e, aos 35 anos, Fabiana vê atletas novatas atingirem seu nível.
 
Além das atletas já citadas acima como principais ameaças ao inédito pódio olímpico da brasileira, outras três atletas estão despontando como candidatas à medalha na Rio 2016. A americana Sani Morris, de apenas 23 anos, já fez 4.95m neste ano, enquanto sua compatriota Demi Payne (24 anos) e a grega Ekaterina Stedanidi (26 anos), 4.90m. A maior marca da carreira de Fabiana é 4.85m.
 
Inclua aí a jovem Eliza McCartney, de apenas 19 anos, que quebrou o recorde mundial júnior com seu salto de 4.80m. "Muitas meninas novas estão saltando alto e a concorrência vai ser forte", antecipou Fabiana.
 
"Já vi várias vezes essa evolução no salto com vara feminino. Quando eu comecei a saltar alto no circuito internacional ainda tinha a Yelena Isinbayeva. Houve um período sem muitas atletas saltando alto e agora vejo que está crescendo de novo. São atletas novas vindo, juvenis ou saindo do juvenil, e que estão saltando alto. Foi como uma onda. Teve uma subida, uma queda e agora está subindo de novo", enumera a saltadora.
 
Nesta quinta-feira, em Portland, nos Estados Unidos, teremos uma prévia do que poderá acontecer na Rio 2016, já que será disputado o Mundial Indoor, com a final do salto com vara marcada para às 23h05, horário de Brasília.
 
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