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Usain Bolt / Foto: Getty Images / Michael Steele

Rio de Janeiro - Ele é o atual campeão mundial e olímpico mas, ainda assim, havia certa desconfiança a seu respeito. Lesões nos últimos meses e um tropeço (literalmente), seguido de uma quase queda na semifinal colocaram o desempenho de Usain Bolt no mundial de atletismo em cheque. 
 
Disputada no Ninho de Pássaro, em Pequim, estádio emblemático em que o jamaicano conquistou seus três primeiros ouros olímpicos nos Jogos de 2008, a prova mais glamourosa do atletismo viu seus holofotes serem divididos entre duas pessoas - ao contrário do que tem ocorrido.  
 
Isso porque a lenda viva Bolt tem sido ameaçada nas últimas provas pelo americano Justin Gatlin. O veterano, de 33 anos, fez os melhores tempos da temporada e ganhou o título de sensação do ano. 
 
Na hora H, no entanto, brilhou a estrela do bicampeão olímpico. Se na semifinal a quase queda do jamaicano lhe rendeu um tempo mediano, de 9s96, na final ele conseguiu chegar perto de suas melhores marcas, com 9s79, apenas um centésimo de segundo a menos que Gatlin, com 9s80. 
 
Após a vitória, Bolt não decepcionou também nas declarações, sempre dignas de manchetes nos jornais. "Se você começar a duvidar, já perdeu a prova. Eu nunca duvido de mim mesmo", disse. 
 
O atleta confessou ainda que ganhou um certo puxão de orelha de seu técnico, que o questionou após quase cair na semifinal. "Ele disse: 'Você está pensando demais na prova. Lembre-se que já esteve nessa posição muitas vezes, relaxe e faça'", relatou. 
 
Bolt ainda destacou seu principal objetivo daqui pra frente. "Meu objetivo é ser o número 1 até me aposentar. Por isso, estou sempre exigindo mais de mim mesmo. A questão é ir para a pista e fazer o que tem de ser feito", concluiu ele, ciente de que precisa melhorar para a Rio 2016.
 
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