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Vanda Gomes / Foto: Wagner Carmo/CBAt

Rio de Janeiro - A novela envolvendo o conflito entre as brasileiras do 4x100 m no mundial de atletismo parece chegar ao fim. Isso porque a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) lançou uma nota nesta segunda-feira negando que tenha punido a atleta Vanda Gomes, responsável pela queda do bastão que dizimou as chances de medalha do Brasil no Mundial de Atletismo de Moscou, no último dia 18.

Após o erro na prova, as outras atletas do revezamento vieram a público lamentar o ocorrido, inclusive criticar a postura de Vanda, como foi o caso de Ana Cláudia. A fundista disse, ao desembarcar no Brasil, na semana passada, que Vanda não estava unida com o grupo. "Não dá para explicar, não tem como admitir. Peço desculpas para a torcida, para os patrocinadores, para a Confederação", comentou a atleta ao SporTV.

Vanda, por sua vez, ajudou no racha ao acusar problemas durante a preparação no pré-mundial, o que levou a CBAt a lançar nota desmentindo a falta de estrutura. À época, especulou-se que Vanda seria punida pelas declarações incoerentes com o discurso da confederação. 

Na nota, que pode ser conferida na íntegra logo abaixo, a CBAt deixa claro que aguarda laudos da Comissão Técnica sobre a prova para avaliar as medidas possíveis de serem tomadas.

Confira a nota na íntegra

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) informa que não puniu nenhum atleta em razão de acontecimentos do Campeonato Mundial, realizado em Moscou, este mês. Sobre o revezamento 4x100 m feminino, o presidente da entidade, José Antonio Martins Fernandes, reafirma que aguarda os relatórios dos integrantes da Comissão Técnica da Seleção no evento, para então decidir sobre eventuais medidas a tomar.
 
Sobre o enquadramento dos atletas para eventuais benefícios do Programa Bolsa Pódio, a Confederação apenas indica os nomes, conforme os seguintes parâmetros estabelecidos pelo Ministério do Esporte: atletas que estejam entre os 20 melhores do Ranking da IAAF, após a realização do Campeonato Mundial, e atletas das equipes de revezamento que tenham se classificado entre os oito primeiros do Campeonato, portanto a lista inicial da CBAt poderá ser alterada em função da análise técnica.
 
Os indicados têm o direito de pleitear os benefícios do Programa e deverão fazê-lo diretamente ao Ministério do Esporte. As solicitações serão analisadas pelo Ministério do Esporte, Comitê Olímpico Brasileiro e Caixa Econômica Federal (como patrocinadora da CBAt), que decidirão sobre a eventual concessão dos benefícios.
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