
Rússia - Carlos Chinin melhorou seu recorde pessoal em quatro das 10 provas do decatlo. Foi preciso isso e muito sacrifício na última prova - os 1.500 m -, para que pudesse dar ao Brasil sua melhor classificação do decatlo na história dos Mundiais de Atletismo.
Pois nesta 14ª edição do Campeonato, que está sendo disputada no Estádio Olímpico de Moscou, na Rússia, Chinin foi o sexto colocado, com 8.388 pontos. Assim, por apenas cinco pontos não igualou seu recorde pessoal, de 8.393 pontos, feitos em São Paulo, em junho.
"Depois de um ano treinando com o Edemar Santos e com o Oleg Ruev (especialista ucraniano consultor da CBAt), acho que evoluí muito, mas isto é só o começo", disse Chinin, depois da prova, na zona mista do Estádio Olímpico. "Melhorei a ponto de bater o recorde sul-americano e hoje ficar entre os top 10 do mundo", continuou o decatleta.
"Nos 1.500 m estava sentindo muita dor, senão podia ter feito mais pontos até", disse. "Mas preciso ficar entre os três melhores do Ranking Mundial em várias temporadas, se quiser de fato buscar uma medalha no Rio (na Olimpíada de 2016)", concluiu.
O treinador Edemar Santos lembrou que Carlos Chinin bateu seu recorde pessoal nos 100 m, com 10.78, nos 110 m com barreiras, com 14.05, no salto com vara com 5,10 m e no lançamento do dardo, com 59,98 m. "Foi um grande resultado e aos 28 anos ele pode evoluir muito, ainda", falou o técnico. Chinin tem mais um compromisso esse ano: vai competir no mês que vem em Talence, na França, na etapa do Circuito Mundial de provas combinadas da IAAF.