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Brasil, com duas medalhas de Caio Bonfim, faz o seu melhor Mundial  / Foto:  Fernanda Paradizo/CBAtJapão - O atletismo brasileiro encerrou neste domingo (21/9), em Tóquio (Japão), sua melhor participação em Campeonatos Mundiais. Na 20ª edição da competição, o país conquistou três medalhas: ouro com Caio Bonfim (CASO-DF) nos 2

0 km da marcha atlética, e duas pratas – novamente com Caio, nos 35 km, e com Alison dos Santos (Pinheiros-SP), nos 400 m com barreiras. 

 Com esse desempenho, o Brasil soma agora 19 medalhas em Mundiais ao ar livre: três ouros, oito pratas e oito bronzes. Caio Bonfim se isolou como o atleta brasileiro mais premiado da história, com cinco pódios (um ouro, duas pratas e dois bronzes). Até então, o recordista era Claudinei Quirino, com três medalhas.

“Foi a melhor campanha da história nesses 20 Mundiais. Estamos muito felizes”, celebrou Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da CBAt e chefe da equipe em Tóquio. Ele destacou ainda a importância de ter ídolos como Caio Bonfim, que vive em Sobradinho (DF), e lembrou que Brasília receberá em 2026 o Mundial de Marcha Atlética por Equipes.

A delegação brasileira contou com 67 integrantes – 47 atletas (20 mulheres e 27 homens). Mais de 2.000 atletas de cerca de 200 países participaram da edição japonesa.

No Quadro de Medalhas, o Brasil terminou em 13º lugar. Os Estados Unidos lideraram (16 ouros, 26 medalhas no total), seguidos de Quênia (sete ouros, 11 medalhas) e Canadá (três ouros, cinco medalhas). Já no Placing Table, que considera pontos até a 8ª posição, o país ficou em 22º, com 22 pontos.

Além dos medalhistas, o Brasil colocou estreantes em duas finais: Izabela Rodrigues da Silva (IEMA-SP), 9ª no lançamento do disco, e Juliana Menis de Campos (Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel-MG), que voltou a levar o país a uma final do salto com vara feminino após dez anos.

Outros quatro atletas chegaram às semifinais, com destaque para Guilherme Viana (Orcampi-SP), que quebrou seu recorde pessoal nos 400 m com barreiras (48.69).

No decatlo, José Fernando Ferreira, o Balotelli (Praia Clube-Exército-CEMIG-Futel-MG), foi 13º, melhorando uma posição em relação a Budapeste-2023 e atingindo 7.927 pontos, com recorde pessoal nos 110 m com barreiras (13.85).

 

Resumo da campanha brasileira em Tóquio

Medalhas:

Caio Bonfim – ouro (20 km marcha atlética)

Caio Bonfim – prata (35 km marcha atlética)

Alison dos Santos – prata (400 m com barreiras)

Finais:

Izabela Rodrigues – lançamento do disco (9ª)

Juliana Menis – salto com vara (finalista)

Semifinais:

Matheus Lima – 400 m com barreiras (10º)

Guilherme Viana – 400 m com barreiras (17º)

Thiago Ornelas – 110 m com barreiras (19º)

Eduardo de Deus – 110 m com barreiras (21º)

 

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