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Usain Bolt venceu Ryan Bailey, José Carlos Moreira e Churandy Martina no Jockey Club Brasileiro / Foto: Rio 2016 / Alex Ferro

Rio de Janeiro - Usain Bolt passou correndo pelo Rio – que bom. Após visitar a Vila Olímpica da Mangueira e servir de guia para a velocista Paralímpica brasileira Terezinha Guilhermina, neste domingo (19) o astro das pistas jamaicano disputou os 100m do Desafio Mano a Mano, no Jockey Club Brasileiro. O fato de ele ter vencido a competição pela terceira vez  – deixando para trás, nesta ordem, o norte-americano Ryan Bailey, o brasileiro José Carlos Moreira e o holandês Churandy Martina – não pode ser considerado uma surpresa. O detalhe importante foi o tempo, 10.12s, “muito acima” de seu recorde mundial de 9.58s. Melhor para o público, que pode ver o Raio em ação por exatamente 54 centésimos de segundo a mais.

“Não fiquei satisfeito, ainda vou conversar com meu técnico, mas espero que ele não esteja muito chateado comigo, porque dei o meu melhor. Acontece é que esta é a primeira corrida da temporada, por isso não fui tão rápido quanto as pessoas gostariam, mas certamente nos Jogos Rio 2016 estarei no topo da minha performance”,  disse Bolt, em entrevista coletiva após a premiação. 
 
O público, no entanto, foi menos exigente.
 
“Ver o Bolt correndo aqui na minha frente dá uma sensação meio de sonho, é uma coisa incrível mesmo. Contei para o meu filho Arthur, de 6 anos, ainda na quinta-feira que viríamos assistir à corrida, e desde então todo dia ele pergunta: ‘é hoje?’”, disse, na arquibancada, Danielle de Oliveira Teixeira, abraçada ao filho – e o menino abraçado ao Vinicius, mascote dos Jogos Olímpicos Rio 2016.
 
“Achei o Bolt muito carismático, nem um pouco marrento, como já ouvi falarem sobre ele. Eu não entendo muito de corrida, mas um evento como este, e ainda por cima de graça, aproxima o esporte da gente, principalmente o atletismo”, disse a espectadora Janaina Tavile.
 
Apesar de uma pista ainda úmida pela chuva fina que caiu de manhã, Bolt correu diante de uma arquibancada cheia e animada, repleta de famílias que chegaram cedo ao Jockey para ver a primeira atração do evento, o Desafio Mano Mano Paralímpico. Porém, a estrela brasileira da corrida, o brasileiro Alan Fonteles, não competiu, devido a um problema em sua prótese ocorrido minutos antes, no aquecimento, e a vitória ficou com o americano Richard Browne, com 10.88s.
 
“Não sei o que houve. A válvula que prende a prótese estava solta, o que gera um desconforto e uma sensação de instabilidade. Eu vim aqui para ganhar diante da minha torcida. Então, pela possibilidade até de uma queda, achei melhor não correr” – explicou Fonteles, acrescentando que a prótese é a mesma que ele usou em Londres 2012, quando conquistou o ouro nos 200m.    
 
Entre as mulheres, a vencedora, com 11.04, foi a jamaicana Veronica Campbell, que soma sete medalhas Olímpicas no currículo, mas disputava pela primeira vez uma prova de 100m. A carioca Vitória Rosa ficou em quarto lugar, com 11.59s.
 
“Como foi minha primeira vez nos 100m, não estava muito preocupada com o tempo, e sim com a técnica. O tempo esteve ótimo e a torcida foi muito legal, então realmente gostei de correr aqui e espero poder voltar para os Jogos Rio 2016”, disse Campbell.   
 
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