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Luiza Carvalho / Foto: Satiro Sodré / SSPress

Rio de Janeiro - Tendo pela frente uma das favoritas ao título do Campeonato Mundial de Kazan, os Estados Unidos (atuais campeões olímpicos), a Seleção Brasileira feminina de polo aquático estreia neste domingo, às 11h30min (de Brasília), com a missão de fazer uma boa apresentação e pegar confiança para os jogos decisivos contra o Japão (terça-feira) e a Itália (quinta-feira). A equipe vem de ótima participação no Pan-Americano de Toronto, sendo superada apenas pelas norte-americanas (na semifinal), e terminou com a medalha de bronze. 
 
A atacante Izabella Chiappini aposta que o adversário é o ideal para a estreia. Um jogo sempre marcado pelo nervosismo em razão da ansiedade das jogadoras. Afinal, a pressão pela vitória está com os EUA. 
 
"O time americano é um dos melhores do  mundo. O Brasil precisa melhorar a defesa, pegar o ritmo e diminuir o volume dos EUA. Eu considero que uma boa apresentação dará moral ao grupo e terá quebrado o nervosismo normal de uma estreia. O que nos ajudará na sequência do Mundial. O objetivo é vencer o Japão para garantir a vaga na fase seguinte, e, se possível, realizar bons jogos contra os EUA e a Itália".  
 
Ela acredita que o Brasil tem condições de demonstrar a sua força na elite do esporte. "É claro que a Marina Canetti e a Mirella Coutinho (contundidas) vão fazer falta. São experientes e estavam acostumadas com o time. Mas a Mariana Duarte e a Lorena Borges são talentosas e podem ajudar o grupo nos jogos do Mundial. Tenho confiança nelas".
 
O técnico Pat Oaten resume bem a dificuldade que o Brasil encontrará na abertura do Mundial. "Ao lado de Austrália, Holanda e Espanha, os Estados Unidos é um dos favoritos ao título. É uma excelente equipe com muitas jogadoras de qualidade e opções táticas. Eu espero que o Brasil faça  o seu melhor e comece bem a sua participação." 
 
Desde que assumiu o comando, Pat Oaten deu consistência e confiança ao time brasileiro e obteve resultados históricos como a vitória sobre o Canadá, na Copa Uana, e o empate no Pan-Americano com o mesmo rival, apesar da pressão da torcida canadense. Esta mudança de mentalidade será fundamental nos duelos com Itália e Japão.
 
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