São Paulo - A busca por saúde, bem-estar e qualidade de vida tem impulsionado a prática de atividades físicas no Brasil, e as lutas esportivas aparecem entre as principais tendências para 2026.
Dados do Datafolha mostram que, em 2025, 53% dos brasileiros já praticavam algum tipo de atividade física, consolidando o cuidado com o corpo como parte da rotina. Nesse cenário, modalidades de combate ganham destaque: levantamento da Maximum Boxing aponta que 58% da população tem interesse em iniciar ou continuar a prática de lutas neste ano.
Entre as modalidades mais procuradas estão o jiu-jitsu (36%), o muay thai (35%) e o boxe (30%). O interesse vai além do desempenho físico. Segundo a pesquisa, os principais objetivos dos praticantes são melhorar o condicionamento físico (66,8%), aprender técnicas de defesa pessoal (52,8%) e reduzir o estresse (48,8%). A prática regular também contribui para a saúde mental, ao estimular a liberação de endorfinas, associadas à sensação de bem-estar.
Além dos benefícios físicos e emocionais, a defesa pessoal tem papel importante na adesão às lutas. De acordo com o levantamento, 46,4% dos entrevistados afirmam que a autodefesa aumenta a autonomia para circular sozinho em espaços públicos. A prática também é associada a maior preparo para proteger familiares ou amigos (42%), capacidade de impor limites em situações de conflito (41,8%) e manutenção da calma sob pressão (41,8%). Esse impacto se reflete ainda na percepção de segurança em atividades do dia a dia, como viajar sozinho (37,8%), utilizar transporte público (37,6%) e frequentar ambientes noturnos (32%).
Apesar do interesse crescente, ainda há obstáculos para a prática regular. A principal barreira é a falta de tempo, citada por 46% dos entrevistados. Também aparecem como entraves o medo de lesões (33%), o custo das aulas e equipamentos (29,4%), a falta de preparo físico (24,8%), a ausência de companhia (19%) e a dificuldade de deslocamento (13%). Ainda assim, há disposição para investir: 38% afirmam que pagariam até R$ 200 mensais em aulas, enquanto 28,2% investiriam entre R$ 200 e R$ 300.
O levantamento ouviu 500 adultos, maiores de 18 anos, de todas as regiões do país. A pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,3 pontos percentuais.






