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Jaqueline Carvalho: ponteira pensa em se aposentar, aos 30 anos / Foto: Alexandre Arruda / CBV / Divulgação

Rio de Janeiro - Jaqueline Carvalho, um dos nomes mais importantes do vôlei brasileiro, parte importante das conquistas olímpicas de Pequim 2008 e Londres 2012, pode encerrar a carreira antes dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. 

Parada há um ano, quando planejou a gravidez de seu primeiro filho com o também jogador da seleção, Murilo, a brasileira está desiludida com o novo ranqueamento da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV). 

Na nova estratégia de pontuação, Jaqueline é uma das oito jogadoras que tem o peso máximo de sete pontos. Nas regras estipuladas pela CBV, as equipes só podem ter até duas atletas com sete pontos cada. 

Em entrevista para o jornal Extra, Jaque diz que é difícil se alocar então por uma série de motivos, inclusive o ranqueamento. "Hoje, só há três equipes de alto nível no país, que pagam o que você merece", afirma. 

Além do novo ranking da CBV, a atleta de 30 anos enumera outros motivos que a fizeram desistir de jogar a temporada de 2014. "A equipe está bem [o Osasco] e, se estivessem precisando ou quisessem, eu voltaria", diz. 

A possibilidade de jogar em outro estado, para ela, está praticamente fora de cogitação. Com Murilo no Sesi-SP e a vida estalecida na capital paulista, Jaque não planeja se mudar, ainda mais agora, com Arthur, seu filho recém-nascido.

"Não iria para o Rio de Janeiro porque a equipe não está numa fase legal. Penso na minha família. Se tiver que parar de jogar, eu paro. O ranqueamento me prejudicou muito", lamenta. 

A praticamente dois anos dos Jogos de 2016, a ideia de Jaque parece bastante concreta. "Nunca pensei que isso poderia passar pela minha cabeça. Tive várias contusões. Pensar em parar veio com o desânimo trazido por esse ranqueamento, que foi criado pela CBV juntos com os clubes. Estou desiludida", afirma. 

A decisão final da atleta só deverá ser conhecida na próxima temporada, quando ela deverá voltar a atuar pelo seu clube, o Osasco. Um ponto positivo para a volta de Jaque é a saudade. "Tenho muita saudade. Assisto aos jogos e fico com vontade de estar ali em quadra", comenta, saudosa, a ponteira brasileira. 

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