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Ex-atleta da ginástica artística escreveu artigo para o Medium do Ministério do Esporte / Foto: Wander Roberto / InovaFoto

Rio de Janeiro - Os Jogos Olímpicos são inspiradores. Essa é a maior definição que vem a minha cabeça quando penso nesse tema. É uma atmosfera única, que estamos tendo a oportunidade de viver em nosso país. Para mim, mesmo estando fora das competições, tem sido um momento muito especial, pois me faz relembrar toda a minha trajetória no esporte.
 
Participei dos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e Pequim 2008 como ginasta. Às vésperas da edição de 2012, já na aclimatação em Londres, sofri uma fratura na mão, o que me impediu de participar pela terceira vez do maior evento esportivo do Planeta. Ir a uma Olimpíada é o objetivo de todo atleta e me sinto privilegiada por ter participado de duas edições.
 
Mais uma prova do quanto os Jogos Olímpicos nos inspiram é que mesmo após deixar a ginástica, a vontade de estar em uma competição dessa grandeza não saiu de mim. Sou uma pessoa que sempre gostou de desafios.
 
Em 2013, com 25 anos, eu quis buscar uma nova meta. Já tinha reinventado a minha carreira e conquistado uma vaga para representar o Brasil nas Olimpíadas de Inverno, em Sochi, na Rússia. Estava me sentindo muito animada.
 
Mas, como já sabem, em um treinamento no dia 27 de janeiro de 2014 aconteceu o acidente. Foi então que tudo mudou. Foram seis meses de hospital, entre crises de choro e de revolta. Me perguntava por que Deus não tinha me deixado o movimento de pelo menos um dedinho. Me perguntava o por que de tudo isso. Aí, vi que estava perdendo tempo e resolvi me focar nas minivitórias.
 
A primeira foi respirar sem aparelhos. Como o impacto na medula tinha feito meu diafragma parar de funcionar, tive que fortalecê-lo. Por isso, eu cantava Ana Carolina o dia inteiro no hospital. E a vida seguiu...
 
 
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