
Rio de Janeiro - Etiene Medeiros já não soa da mesma forma como soava em 2014, por exemplo. A pernambucana de 24 anos, depois dos resultados conquistados na temporada, acabou recebendo o título de principal nadadora do Brasil. Mas isso não a preocupa.
A menos de um ano dos Jogos Olímpicos, ela sabe que já está na história da natação brasileira, depois de ter sido a primeira do país a levar ouro nos Jogos Pan-Americanos (100m costas) e uma medalha no Mundial de piscina longa (50m costas em Kazan) - no Mundial de piscina curta, ano passado, foi ouro na mesma prova.
"É natural que eu fique mais visada à medida que vou alcançando os meus objetivos. Já estou sentindo diferença desde que voltei da Rússia, mas estou sabendo como me comportar. Para ir atrás de um sonho, é preciso saber lidar com o status e a fama", destacou a nadador do Sesi-SP.
Os títulos trazem mais responsabilidade e colocam Etiene num posto de celebridade que ela não estava acostumada. "O assédio não me atrapalha. Eu até gosto, para falar a verdade. Mas claro que sei que preciso me preservar também, saber escolher a hora certa de fazer treinos, viagens, atender a imprensa. Depois do Finkel (que termina no sábado), vou tirar férias e fugir para o Recife. Quando voltar, vou elaborar toda a minha programação pensando na Olimpíada", explicou a campeã mundial e pan-americana.
No Troféu José Finkel, Etiene não esconde a exaustão. Depois de disputar o Pan em Toronto e o Mundial em Kazan, a pernambucana desembarcou em São Paulo para a terceira competição num período de apenas 40 dias. Ao menos se poupou dos 100m costas e nadará apenas os 50m desse estilo.
"Para ir atrás de um sonho é necessário superar alguns obstáculos. Para mim, está sendo bem complicado por causa desta questão física. Mas quando você está feliz consegue levar as coisas de uma maneira tranquila", finalizou.