
Rio de Janeiro - Tricampeão mundial dos 50m livre e medalhista de ouro em Londres 2012 na mesma prova, César Cielo admitiu e detalhou privilégios que recebe da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) durante disputas em que defende o Brasil.
Mesmo com mimos especiais, que outros atletas não possuem, o nadador acredita que isso não pega mal com o grupo. "Quem define as regrinhas é a confederação, e os atletas vão conquistando. Eu e o Thiago (Pereira) por termos medalha olímpica, podemos ficar sozinho no quarto, para ter liberdade maior, uma passagem aérea um pouco melhor. Isso é até algo que existe para incentivar os outros nadadores", justificou.
O assunto vem sendo levantado depois que Cielo não se aclimatou para o Mundial de Kazan (o qual ele acabou sendo limado depois de uma lesão no ombro e resultado ruim na piscina) junto com os demais atletas, em Rio Maior (Portugal). O brasileiro ainda deixou a Rússia sem se despedir dos colegas.
"Este foi um ano um pouco atípico. Por causa do Pan, tive uma agenda diferente. Normalmente viajo junto. Esta foi a primeira vez que não estive com o grupo em um período pré-competição. Me sinto parte da seleção e sempre quero fazer o grupo mais forte", afirmou.
Em fase ruim, Cielo demonstra confiança não só em seus bons resultados, como também da seleção. O atleta arriscou que o time brasileiro do revezamento 4x100m livre, quarto lugar no mundial, pode até conseguir uma medalha de ouro.
"O foco é os 50m livre, mas s 4x100m livre é tão importante quanto. Em um dia iluminado, vejo chance de medalha de ouro mesmo. Estamos no mesmo nível de França, Austrália, Rússia e Estados Unidos. Qualquer um destes cinco pode levar", finalizou.
Cielo ainda considerou que, se estiver nadando bem os 100m do revezamento, pode disputar a prova individualmente na piscina da Rio 2016.