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Marina Zablith (3) e Victoria Chamorro (vermelha) destaques contra os EUA / Foto: Satiro Sodré / Divulgação CBDA

Barcelona - O polo aquático feminino brasileiro deu adeus ao XV Mundial de Esportes Aquáticos ao ser derrotado pelas atuais campeãs olímpicas, as norte-americanas por 14 a 3, parciais de EUA 3 x 0 BRA / 7 x 1 / 2 x 2 / 2 x 0. 
 
Os gols brasileiros foram de Marina Zablith, Izabella Chiappini e Viviane Bahia, este último da linha dos 5 metros. As americanas enfrentam agora a anfitriã Espanha, pelas quartas-de-final, na próxima 2ª feira, 29/7.
 
O Brasil começou o jogo com a capitã Marina Canetti, Marina Zablith, Melani Dias, Izabella Chiappini, Flavia Vigna, Mirella Coutinho e a goleira Victoria Chamorro. Mas todas as jogadoras entraram na piscina, com as duas goleiras jogando metade do tempo cada uma. Foi uma competição de aprendizagem para várias atletas da renovada equipe brasileira. Uma das novatas que mais aproveitou a passagem por Barcelona foi a goleira Victoria Chamorro, a mais jovem do grupo, com 17 anos, recém-completados há 17 dias.
 
"Me sinto privilegiada, pois quando vim pra cá, esperava que seria mais uma preparação para o Mundia Junior (nota: 19 a 25 de agosto em Volos, na Grécia) e acabou que entrei por bom tempo em vários jogos, me preparei física e psicologicamente, e aprendi muito. Nunca tinha encarado times deste nível, ainda mais no adulto, pegando a campeã olímpica, treinando contra a China... Isto é um aprendizado que em nenhum outro lugar eu teria - afirmou Victoria Chamorro, que se prepara agora para mais um temporada internacional, com a disputa do Mundial Junior e em seguida do Pan Junior da Argentina, em setembro, e "isto é bom pois nos dá ritmo de jogo, só nos faz crescer individualmente e em grupo. É mais um passo para os Jogos de 2016, meu sonho. Disputar as Olimpíadas do Rio é tudo o que eu quero", completou.
 
Já uma das mais experientes jogadoras da equipe brasileira, Marina Zablith, analisou a performance brasileira como um todo na competição.
 
"Esperávamos muito do jogo contra o Cazaquistão, a vitória mesmo. Depois até organizamos um pouco o nosso jogo nas partidas seguintes contra Itália e hoje (sáb) contra os EUA. E na minha expectativa foi um pouco pior do que eu esperava. O que mais nos falta é jogo e banco, pois tenho jogado a partida inteira como hoje ou quase isso, o que cansa muito. O Cazaquistão só fez o jogo que fez contra a gente por ter passado um mês treinando na Hungria e na Grécia direto. Nos falta jogo, tanto que jogamos melhor contra as americanas na Liga do que hoje", disse Marina Zablith, que acha que a "Rússia poderá ser campeã se não sofrer a tradicional síndrome da semifinal. Aposto também nas americanas e húngaras."
 
Os Estados Unidos impuseram seu jogo desde o início, abriram três gols logo no primeiro quarto, em que perderam um penalti, e "mataram" o jogo no segundo período. No terceiro quarto, as brasileiras jogaram mais concentradas e chegaram a fazer dois gols no início do período. Mas as americanas empataram, e completaram o placar no quarto final, quando venceram por 2 a 0.
 
Os gols brasileiros foram marcados por Marina Zablith aos 2'55 do segundo quarto quando o jogo estava 8 a 0 para os EUA; e dois seguidos no terceiro quarto, com Izabella, aos 3'28 e Viviane aos 2'34, alterando o placar de 10 a 1 para 10 a 3.
 
O Brasil jogou de toucas azuis com 1 - Manuela Canetti / 2 - Diana Abla / 3 - Marina Zablith (1 gol) / 4 - Marina Canetti (capitã) / 5 - Lucianne Maia / 6 - Adhara Santoro / 7 - Melani Dias / 8 - Izabella Chiappini (1) / 9 - Victoria Muratore / 10 - Flavia Vigna / 11 - Mirella Coutinho / 12 - Viviane Bahia (1) / 13 - Victoria Chamorro. Técnica: Sandy Nitta. Auxiliar-técnico: Roberto Chiappini.
 
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