Gabriel competiu na categoria reservada a cavaleiros com idade inferior a 25 anos que teve exatamente as mesmas características e dimensões da principal. Esta prova, que nesta sua décima edição contou com 22 inscritos, já é considerada uma importante vitrine para os grandes nomes futuros do CCE internacional.
Mas Gabriel não se deixou impressionar pelo ambiente intensamente competitivo, e pilotou seu Grass Valley com muita confiança, mostrando habilidade e experiência bem acima da média para sua idade. Antes de optar, agora em tempo integral, pelo Concurso Completo, Gabriel foi um bem-sucedido cavaleiro de salto, o que também colaborou para que ele rapidamente avançasse no CCE das categorias de base até integrante da nossa equipe principal. Seu cavalo principal, o experiente Grass Valley, já foi montada de Mark Todd em Badminton e no WEG de Kentucky em 2010.
“Hoje me dedico 100% ao CCE. Comecei a montar aos sete anos na Escola de Equitação Guega, em Ribeirão Preto. No salto, tive alguns títulos importantes como campeão paulista e brasileiro na categoria pré-junior (1,30), bronze sul-americano individual e ouro por equipe. Na categoria Junior (1,40) fui campeão paulista e tetracampeão brasileiro por equipes, além de campeão sul-americano júnior por equipes. Também tive alguns bons resultados em grande prêmio. Comecei no CCE em 2012, fazendo algumas provas de um metro", conta Gabirel.
"Em 2013 fui à Europa ficar algum tempo montando com Mark Todd, quando acabamos adquirindo o Grass Valley, que está sendo muito importante na minha carreira. Ainda no ano passado, fiz um CCI 1*, um CIC 2* e um CCI2*. Já este ano fizemos um CIC 3* e um CCI3* e assim, o Grass Valley me levou em um ano da série 1 metro para um CCI 3*!", acrescenta o jovem talento, revelando seu entusiasmo.
"Com certeza estar entro os melhores do mundo é muito bom, pois aprendemos bastante assistindo eles e competindo com eles. Bramham certeza foi a prova mais difícil que já saltei no CCE. Fui um dos últimos a largar no cross, já havia muitas eliminações e quedas, e tudo isso foi me deixando tenso! Mas no fim deu tudo certo, meu parceiro Grass Valley e eu fizemos uma boa apresentação. Na prova de duplas, a amazona britânica Izzy Taylor e eu viramos na liderança após o cross, e mantivemos a posição no salto, sendo campeões - claro que fiquei muito feliz com isso", garante Gabriel, que ainda revela os próximos passos.
"Para o segundo semestre, meus planos incluem ficar mais um tempo baseado com Mark Todd, ir fazendo provas e procurar evoluir cada vez mais pra conseguir chegar ao ano da Olimpíada com chance de poder ajudar o Brasil a fazer um bom resultado. Quero agradecer muito à minha família, ao Mark, ao Grass Valley e também ao apoio da CBH, do COB e do Ministério dos Esportes, sem o que tudo isso não poderia estar acontecendo.”