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Jordi Ribera, técnico da Seleção Masculina, é quem comanda as atividades dos Acampamentos / Foto: Divulgação / CBHb

Rio de Janeiro - A Seleção Masculina de handebol está em Doha, no Catar, para disputar o Campeonato Mundial, a partir da próxima quinta-feira (15.11). No Brasil, uma nova geração de atletas está sendo formada para garantir a renovação e o futuro da modalidade.  A ferramenta utilizada pela confederação nacional para descobrir jovens jogadores é o Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica, promovido em parceira com o Ministério do Esporte.
 
Segundo o presidente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), Manoel Luiz Oliveira, a ação serve para manter a renovação e o nível técnico das seleções nacionais. “Consideramos os acampamentos uma das maiores conquistas do handebol brasileiro. Os treinamentos têm possibilitado uma continuidade na excelência das seleções. A ação é realizada graças à parceria com o Ministério do Esporte, historicamente o maior parceiro da modalidade no país”, explica Oliveira.
 
Jordi Ribera, técnico da Seleção Masculina, é quem comanda as atividades dos Acampamentos (Foto: Divulgação/CBHb)Os acampamentos nacionais são precedidos de ações estaduais e de observações de jogos regionais por parte do técnico da seleção masculina, o espanhol Jordi Ribera. Cada local envolve 160 pessoas, entre técnicos, fisioterapeutas e médicos. “Dos 26 Estados e do Distrito Federal, o técnico da equipe principal esteve em 23 deles promovendo acampamentos regionais e observando jogos para a detecção de talentos. Depois, todos vão para Blumenau, Santa Catarina, onde são promovidos os encontros nacionais com cerca de 120 jovens”, disse o presidente.
 
Durante o período, os participantes têm hospedagem e alimentação. Os atletas participam de treinamentos na quadra, palestras ligadas à área, jogos e várias atividades. Além dos jogadores, o Acampamento conta também com a presença de professores, árbitros, fisioterapeutas e supervisores que irão contribuir para o aperfeiçoamento técnico dos profissionais.
 
Padronização técnica - Além dos atletas, o corpo técnico também é beneficiado pelo Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica. A ação atende as cinco seleções brasileiras: sub-14, sub-16, sub-18, sub-20 e a principal. Os acampamentos já formaram mais de dois mil jogadores, no masculino e feminino, em mais de 10 ações nas diferentes categorias.
 
“O projeto possibilitou a padronização do handebol brasileiro. Nos acampamentos são produzidos todos os materiais que padronizam os procedimentos que são enviados para os professores de educação física espalhados pelo país. O objetivo é disseminar melhor a informação em um padrão de conhecimento. Assim, todos jogam do mesmo jeito de uma forma que eles sejam observados e que possam um dia fazer parte de uma das Seleções Brasileiras de base”, esclarece Manoel Luiz Oliveira. “Quando um menino do Amazonas, do Pará ou do Rio Grande do Sul chega na seleção principal, ele saberá exatamente o que tem que fazer e como fazer”, completa.
 
A capacitação e o aprimoramento fazem parte do planejamento da confederação visando as gerações olímpicas de 2020 e 2024. “Os Jogos do Rio 2016 é o foco deste ciclo olímpico para que os atletas subam ao pódio, mas a Olimpíada do Rio de Janeiro não é o fim e sim uma passagem para um maior reconhecimento da modalidade, por tudo isso que já construímos, tanto no masculino quanto no feminino”.
 
Blumenau - O próximo Acampamento Nacional de Desenvolvimento e Melhoria Técnica será voltado para os jogadores masculino com idade entre 17 e 18 anos, entre os dias 7 e 16 fevereiro, no SESI, em Blumenau, Santa Catarina.
 
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