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Seleção Masculina venceu o Uruguai por 37 a 21 na competição em Foz do Iguaçu (PR) / Foto: Divulgação / CBHb

Rio de Janeiro - O Brasil venceu a segunda partida do Pan-Americano Júnior Masculino de Handebol disputado em Foz do Iguaçu. Em jogo tranquilo, a Seleção bateu o Uruguai por 37 a 21 (19 a 13 no primeiro tempo). Os artilheiros da partida foram o brasileiro Rudolph Hackbarth - pela segunda vez no campeonato - e o uruguaio Gabriel Chaparro, com sete gols cada.
 
Apesar de ter ficado em vantagem no placar durante toda a partida, a primeira etapa foi relativamente equilibrada. O Brasil começou com o ataque muito forte e convertendo em gols quase todos os arremessos. A defesa, em contrapartida, deixou alguns espaços aproveitados pelo Uruguai. O goleiro Rangel Rosa, porém, teve bela atuação na primeira etapa, defendeu dois sete metros, e deu moral para o time engrenar, fechando o marcador em 19 a 13.
 
A segunda etapa foi totalmente diferente da primeira. Com a defesa equilibrada, a Seleção abusou dos contra-ataques puxados principalmente por Rudolph para ampliar o placar. Acuados, os uruguaios não conseguiram desenvolver seu jogo e conseguiram marcar o primeiro gol no período apenas aos 16 minutos. Outro responsável pela marca impressionante sem levar gols foi o goleiro Fábio Sozzi, o Balão, que entrou na segunda etapa e fez grandes defesas durante o jogo. Com a diferença técnica nítida, o Brasil fechou o placar em 37 a 21.
 
Para o técnico Hélio Justino Lisboa, o Helinho, a alteração tática foi a razão da mudança de comportamento da equipe de um tempo para o outro. "Mudamos o sistema de ‘cinco um’ para ‘seis zero’ na segunda etapa. Deixamos a defesa alta e convertemos os contra-ataques. Nosso objetivo é esse, sempre manter a defesa forte. Vamos tentar sustentar essa força no decorrer do campeonato", analisou.
 
O auxiliar técnico do Uruguai, Gastón Lewi, apesar da derrota, achou a partida satisfatória. "O resultado era previsível. Achei que a equipe teve uma boa atuação. Apenas sentimos dificuldades na mudança do sistema defensivo brasileiro, o que complicou nosso ataque. Eles marcaram em ‘seis zero’ e fecharam os espaços que nós estávamos explorando", disse.
 
Nome do jogo, o goleiro Balão dividiu a marca de 16 minutos sem tomar gols com a defesa. "Realmente não me lembro de ter ficado todo esse tempo sem ser vazado. Mas quando a defesa funciona, o trabalho do goleiro é facilitado. Vamos manter essa dedicação para continuarmos fortes no campeonato. Não existe jogo fácil", declarou.
 
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