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Bombom foi alvo de racismo em partida da liga espanhola / Foto: Cinara Piccolo / Photo&Grafia

Rio de Janeiro – Depois de ter sido alvo de injúria racial durante uma partida de handebol pelo seu clube, na liga espanhola, o goleiro brasileiro César Augusto Oliveira de Almeida, conhecido como Bombom, afirmou que tem tido dificuldades para dormir e que tem pesadelos constantes com a situação.
 
"Desde sábado venho tendo pesadelos e não estou dormindo direito por causa disso. Sinto uma decepção com o ser humano. Claro que não espero flores nos jogos, você sabe como é a torcida adversária. Mas tudo tem seu limite e este limite foi extrapolado. Fica uma tristeza, uma decepção muito grande", declarou ao UOL Esporte. 
 
Bombom, goleiro da seleção brasileira e ouro no Pan de Toronto, foi xingado durante um jogo entre o seu clube, o Fraikin BM Granollers, contra o Ángel Ximénez Puente Genil. Na ocasião, perto do fim da partida, torcedores começaram a insultar o brasileiro a ponto de o árbitro ter que interromper o jogo.
 
 "Comecei a ouvir alguns gritos relacionados a negro e outros insultos que prefiro não dizer. Neste momento, meu técnico pediu tempo. Vi dois colegas de time revoltados com a situação. Fui até o juiz e pedi para o árbitro relatar isto na súmula para depois tomarmos alguma atitude. Ele me disse que se voltasse a acontecer, iria interromper a partida. Aos 23 minutos, a situação piorou e ele parou o jogo. O que me deixou bem chateado é que tinha um delegado do time deles e uma outra pessoa que, em vez de apaziguar, começaram a me insultar, me chamar de mentiroso", explica.
 
Os insultos só pioraram, e os racistas começaram a imitar um macaco, segundo o jogador. "Depois disso, vi que tinha um rapaz fazendo sinal de macaco e comendo banana. Dois senhores ficaram constrangidos e pediam desculpas a todo momento. Isso mostra que não foi todo mundo. Estou procurando fotos deste rapaz para saber qual atitude tomar. Pegaram uma pessoa já, mas foi de forma equivocada. Então quero saber mesmo quem foi até para que este rapaz de quem estão falando não seja injustiçado", emenda.
 
O episódio, no que depender de Bombom, não ficará impune. O atleta deve se reunir com dirigentes do clube adversário para avaliar quais medidas deverão ser tomadas daqui para frente.  
 
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