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Série de cinco fitas    / Foto: Ricardo Bufolin/CBG

Rio de Janeiro - Com muita beleza e talento, a ginástica rítmica encerrou a programação do evento-teste para os Jogos Olímpicos, na Arena Olímpica do Rio, nesta sexta-feira (22). 
Durante quase dez dias, ginastas de várias partes do mundo se reuniram para as apresentações de artística, rítmica e de trampolim. O Brasil contou com representantes nas três modalidades. 
 
Hoje, a Seleção Brasileira de Ginástica Rítmica foi a primeira a entrar no tablado e estreou a série de cinco fitas ao som de Aquarela do Brasil, interpretada por Ivete Sangalo. A pontuação foi 14,883 (7,750 de dificuldade e 7,133 de execução). No conjunto misto de arco e bola, a torcida fez a festa nas arquibancadas, o Brasil se superou dentro de quadra e conquistou 16,183 (8,150 de dificuldade e 8,033 de execução), a terceira maior nota do dia no aparelho. No total, o grupo somou 31,066 e ocupou a quinta colocação. Alemanha (33,183), Uzbequistão (32,832) e Grécia (31,982) foram os medalhistas e garantiram vaga para o Rio 2016. Brasil, Rússia, Bulgária, Espanha, Itália, Japão, Israel, Bielorrússia, China, Estados Unidos e Ucrânia já tinham vaga.
 
A equipe foi unânime ao afirmar que a experiência foi única por estar em uma competição tão grande, na arena oficial e com a presença da torcida, sempre calorosa. Com certeza, uma prévia do que vão encontrar nos Jogos Olímpicos, em agosto. "Será a nossa primeira vez em Olimpíadas, então tudo foi muito válido. Agora já conhecemos o ginásio e sabemos como é apresentar com tanta torcida a nosso favor. Foi incrível", contou a ginasta Eliane Sampaio, de 23 anos, uma das mais experientes do grupo, dona de medalhas em Jogos Pan-Americanos e Copa do Mundo. 
 
A capitã Jéssica Maier também fez uma avaliação positiva e ficou feliz, principalmente, com o carinho do público. Atenciosas e simpáticas, logo após o fim da competição, as brasileiras atenderam a torcida e tiraram fotos, para a alegria de todos. "Nós tivemos algumas falhas na série de fitas, mas estamos contentes com as nossas apresentações. Evento-teste serve para isso mesmo. Foi muito bom poder sentir essa energia do público dentro de casa. Gostamos muito de competir assim", destacou.
 
Para a técnica-chefe, Camila Ferezin, as brasileiras souberam crescer na competição, o que mostra que estão no caminho certo rumo a uma final olímpica. "As meninas foram bem nas cinco fitas até os últimos trinta segundos, quando aconteceram algumas falhas. A música e a coreografia são muito boas, então se tivéssemos acertado poderíamos ter conquistado uma medalha. O mais importante foi o fato de mostrarmos que estamos no páreo, tanto é que no arco e maças nós tiramos uma nota muito boa. Algumas ficaram um pouco mais nervosas, mas elas seguem em avaliação constante. Na ginástica rítmica, só temos uma chance dentro de quadra, então todas têm que estar preparadas também psicologicamente para aguentar a pressão, que é inevitável. Por isso o evento-teste foi fundamental para nós. Aqui vivemos situações diferentes do nosso cotidiano de treinamentos e competições, um momento gratificante e único", explicou Camila.
 
A presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Luciene Resende, saiu da Arena Olímpica do Rio satisfeita com o desempenho dos atletas durante os quase dez dias de evento. "O evento-teste foi muito positivo e os objetivos de todas as nossas Seleções foram alcançados de uma maneira geral. A classificação por equipe da artística feminina, que ainda faltava, veio de uma forma maravilhosa e emocionante. A artística masculina, a rítmica individual e de conjunto e o trampolim tinham como metas testarem as novas séries, sentirem o calor da torcida e isso também aconteceu. O público compareceu em grande número durante o evento e isso foi ótimo. Agora é dar sequência no trabalho para fazermos bonito nos Jogos Olímpicos".
 
 
 
 
 
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