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Arthur Nory foi bronze e Diego, prata / Foto: Quinn Rooney / Getty Images

Rio de Janeiro - Além de Diego Hypolito, o Brasil conquistou neste domingo o bronze na prova de solo da ginástica artística, com o Arthur Nory. Com os favoritos à prova executando exibições abaixo do que costumam fazer, o país viu pela primeira vez na Rio 2016 uma dobradinha no pódio. 

"Eu nunca imaginei que isso pudesse ser real, ter dois atletas medalhistas olímpicos, isso para mim era impossível", afirma Diego, que foi medalhista de prata na prova, superando traumas de suas últimas duas quedas em Olimpíadas e uma depressão. 

Arthur Nory, por sua vez, valorizou sua história na modalidade e disse que passou um filme pela mente. "É um filme que passa na cabeça depois que você faz a sua série. Eu fui o quinto e sabia que pela classificação tinha mais três que podiam me passar, e depois que eu acabei eu só agradeci. Passou toda a história que eu tenho na ginástica, toda a luta, todo dia acordando cedo, acreditando, sonhando que isso um dia fosse acontecer", conta o bronze brasileiro. 

Arthur, cuja especialidade era, na verdade, a barra fixa, acabou se garantindo no solo, classificado com a última vaga para a final. "Depois que acabou o primeiro dia classificatório, eu queria muito uma final de barra. Eu treinei muito para isso. E veio o solo e depois foi caindo a ficha, eu peguei um dia à noite eu peguei meus resultados de solo desde 2013 e eu sempre fiquei por décimos da final. E depois disso eu aceitei aquilo e vamos para disputar a medalha, dificultar a série", conta. 

O ginasta brasileiro ousou e executou pela primeira vez sua série na Rio 2016. "Foi a primeira vez que eu faço, os elementos eu já havia treinado, a segunda passada é um elemento de valor F, um dos mais altos do pódio, ele é bem difícil. Hoje é cabeça fria, é se brindar, a gente escuta muita crítica, mas Olimpíada é cabeça que conta, porque treinado você já está", finaliza o ginasta. 

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