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Atleta está treinando forte e espera representar o Brasil em Londres / Foto: Ricardo Bufolin / Photo&Grafia São Bernardo do Campo - Durante o II Meeting de Ginástica Artística, ocorrido no último final de semana em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o sucesso da seleção brasileira foi absoluto, com 13 medalhas no geral. Mas um dos atletas mais importantes dessa nova safra de ginasta não competia. Sérgio Sasaki estava do outro lado, na arquibancada, torcendo e analisando os companheiros que podem disputar com ele a vaga olímpica que conquistou pelo Brasil no torneio individual geral masculino. Durante o Meeting, o ginasta conversou com o Esporte Alternativo sobre a expectativa para os Jogos e quanto à recuperação da cirurgia feita no pé no começo do ano.

Com apenas 20 anos, Sasaki já conseguiu feitos incríveis na carreira de ginasta. Em 2009, aos 17 anos, registrou marca histórica no Mundial de Londres, com o 19º lugar no individual geral. Em abril de 2011, foi prata no solo e ouro no salto na Copa do Mundo de Doha, no Catar, onde também foi premiado com o Trophy Young, troféu revelação por se tornar o atleta mais novo a ganhar medalha de ouro na competição.

Além dos pódios, o ginasta brasileiro já cravou seu home na história da modalidade. Em janeiro, a Federação Internacional de Ginástica (FIG) registrou um elemento com o seu sobrenome no Código de Pontuação pelo movimento inédito nas paralelas no Mundial de Tóquio, em outubro de 2011, apresentado oficialmente pela primeira vez no Troféu Brasil de 2011.

No entanto, uma lesão no pé direito o impediu de alcançar resultados melhores no final da última temporada. Sasaki fez uma cirurgia em janeiro e, segundo ele próprio, já está quase 100%. Mas a vaga para Londres segue sendo uma incógnita. “Eu estou confiante, é só trabalhar bastante nessa reta final para dar tudo certo. Acho que ainda temos que esperar a definição disso, minha recuperação, para de repente poder falar alguma coisa sobre a vaga", ressalta o ginasta.

Sasaki tem bons concorrentes dentro da seleção brasileira. Como a definição do terceiro ginasta cabe à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), se ele não estiver totalmente recuperado, outro ginasta poderá acompanhar os já classificados Diego Hypolito e Arthur Zanetti aos Jogos Olímpicos. Acompanhando o Meeting em São Bernardo, o brasileiro analisava os outros competidores brasileiros para, segundo ele, estabelecer algum parâmetro do que precisará fazer para conseguir a vaga. “Acho que o Pétrix Barbosa, o Péricles Silva e o Arthur Nory estão muito bem", elenca Sasaki.

A escolha da CBG para representar o Brasil na maior competição da modalidade, que premiará o ginasta mais completo do mundo, só deverá sair semanas antes das Olimpíadas.

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