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Meninas fazem coração e agradecem torcida / Foto: David Ramo / Getty Images

Rio de Janeiro - A torcida brasileira mostrou que gosta mesmo de ginástica. Neste domingo, dia de rodada classificatória da ginástica artística feminina, o público lotou a Arena Olímpica do Rio, no Parque Olímpico, para acompanhar as exibições de Flávia Saraiva, Rebecca Andrade, Daniele Hypolito, Jade Barbosa e Lorrane Costa. 

As cinco brasileiras fizeram uma exibição estável, digna de finalistas de uma Olimpíada. Não à toa, após três das cinco rotações, o Brasil terminou em quarto lugar por equipes (lembrando que os oito melhores países se classificam para a final), com a nota 174.054, dez décimos a menos que a Grã-Bretanha, que fez 174.064. Rússia e China estão na frente.

É esperado que Japão e Estados Unidos, que ainda se apresentam neste domingo, ultrapassem as brasileiras, mas ainda assim a classificação deve estar garantida.

Jade Barbosa nas barras assimétricas / Foto: David Ramo / Getty Images

"Acho que sim. Final por equipes com certeza a gente pega. A gente está muito feliz. O grupo inteiro. A gente veio batalhando por esse momento", afirmou a experiente Daniele Hypolito, de 30 anos, que disputa sua quinta e última Olimpíada. 

Dani, que escorregou no solo e sofreu um pequeno tombo, disse que só falará sobre aposentadoria depois da Rio 2016. Ela acompanhou ontem o desempenho do irmão e ficou contente com o resultado expressivo dele, que disputará a final do solo. 

"Eu sou fã número 1 desse menino. Eu sei tudo o que ele passou para chegar até aqui e ele merece", conta Dani, que exaltou a presença da torcida e o apoio essencial para o Brasil. "Eles ajudaram bastante, a gente só tem a agradecer".

Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, 1º e 7º lugares até aqui no individual geral, respectivamente, também devem se classificar para o individual geral. Flavinha deve se garantir ainda na trave, aparelho que lidera com folga até agora (15.133, contra 14.900 da romena Catalina Ponor). 

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