Rio de Janeiro - A mascote de Barcelona-1992 trouxe uma inovação. Além de ser baseado em uma raça de cachorro comum na Catalunha, região da Espanha, o personagem Cobi foi desenhado com traços inspirados no Cubismo, movimento artístico liderado pelo pintor espanhol Pablo Picasso.
Criado pelo ilustrador Javier Mariscal, Cobi não fez muito sucesso na Espanha quando apresentado, mas acabou cativando os espanhóis com o tempo e se tornou bastante popular, ganhando inclusive uma série de televisão.
Javier Mariscal também foi o responsável por criar a mascote dos Jogos Paraolímpicos de Barcelona. Petra, que não têm os braços, foi apresentada como uma garota extrovertida, independente, corajosa e enérgica.
Nos Jogos de Atlanta, em 1996, a mascote inovou ao não evocar nenhum animal ou figura humana. A criatura, batizada primeiramente de “Whatizit” (algo como “O que é isso” em português), depois ganhou o nome de Izzy e foi desenhada de acordo com sugestões de crianças do mundo inteiro. O resultado é uma sorridente mascote azul com símbolos olímpicos espalhados pelo corpo.
A mascote dos Jogos Paraolímpicos de 1996 acabou fazendo mais sucesso que Izzy. Blaze é uma fênix e representa renovação, perseverança e determinação, além de ser um símbolo da cidade de Atlanta, que precisou ser reconstruída após a Guerra Civil Americana. Blaze também batizou uma organização sem fins lucrativos criada como um dos legados dos Jogos Paraolímpicos de Atlanta. A BlazeSports America promove o esporte como ferramenta de inclusão para crianças e adultos com deficiência física. Blaze, a mascote, é ainda hoje um símbolo do esporte paraolímpico nos Estados Unidos.
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