
Rio de Janeiro - Historicamente, eventos esportivos de grande dimensão sempre têm seus mascotes, símbolos que geralmente atraem as crianças e adultos em torno do ideal do esporte. Ao longo da história, os mascotes dos Jogos já tiveram grande importância.
O ursinho Misha, por exemplo, protagonizou um dos momentos mais emocionantes da história olímpica ao “chorar” na cerimônia de encerramento da competição de 1980, na extinta União Soviética. Um mosaico minuciosamente coreografado simulou as lágrimas da carismática mascote.
Mesmo sendo a mais lembrada até hoje, Misha conta com uma longa lista de companheiras. A primeira mascote da história dos Jogos Olímpicos apareceu por acaso. Em 1932, quando a competição foi disputada em Los Angeles, nos EUA, um cachorro de verdade nasceu em plena Vila Olímpica, às vésperas da abertura dos Jogos. Batizado de Smoky, o simpático cãozinho acabou fazendo sucesso. Mesmo assim, a primeira mascote criada oficialmente para os Jogos Olímpicos só apareceu quarenta anos depois, em 1972.
Para a edição que foi disputada em Munique, na Alemanha, os organizadores inventaram um personagem baseado em um cachorro da raça Dachshund, batizado de Waldi. Com a barriga em várias cores para representar a alegria dos Jogos, o cãozinho estampou pôsteres, camisetas, adesivos e vendeu muitas pelúcias. O sucesso de Waldi com as crianças e o público em geral ajudou a oficializar o uso de mascotes nos Jogos Olímpicos.
Quatro anos depois, na competição sediada pela cidade de Montreal em 1976, um castor foi o escolhido. Representando as tradições do Canadá e o trabalho árduo do povo canadense, ele ganhou o nome de Amik.
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