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Captura da final dos 100m rasos em Seul 1988, com Robson Caetano na linha 1 / Foto: Simon Bruty / Getty Images

Rio de Janeiro – Imagine, nos dias de hoje, um brasileiro disputando a final da prova mais aguardada do atletismo nas Olimpíadas, os 100m rasos. Um verdadeiro palco para Usain Bolt brilhar e cravar novos recordes, a prova parece distante da realidade dos atletas brasileiros, mas a situação já foi bem diferente em Jogos anteriores.
 
Esse cenário já teve outra perspectiva graças à presença de Robson Caetano, lembrado até hoje como um dos maiores atletas que o Brasil já teve. O carioca foi o único que conseguiu se aproximar da elite dos 100m, disputando a final da prova nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, quando foi quinto lugar.
 
A trajetória até o momento histórico de Robson foi árdua. Depois de se classificar em 12º para as semifinais (10s24), o brasileiro repetiu a mesma marca e por pouco não ficou de fora da final – foi o oitavo melhor classificado. Fez um tempo digno na final: 10s11, que lhe rendeu um quinto lugar inédito para o Brasil. Dias depois ele ainda conquistaria um bronze nos 200m rasos.
 
A realidade, hoje, voltou ao padrão de bons resultados a nível continental, porém distantes da elite internacional do atletismo, sobretudo nas provas de velocidade. Para se ter ideia, a melhor marca sul-americana ainda pertence a Robson Caetano e foi cravada em 22 de julho de 1988, na Cidade do México: 10s00.
 
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