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Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB / Foto: Divulgação

Rio de Janeiro – O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu inquérito para investigar “desvios” na conduta do COB (Comitê Olímpico do Brasil), sobretudo no que diz respeito aos negócios que o órgão manteve com a empresa Olympo Marketing e Licenciamento, que tem na entidade seu acionista majoritário.
 
O objetivo é avaliar se o COB contratou a Olympo mesmo não tendo autorização legal. Outro interesse do MP é saber se os contratos entre as duas partes garantem benefícios tributários a alguma delas.
 
Isso porque a Olympo tem, na sua composição acionária, o COB com 99,98% das ações – o restante é dividido entre a Confederação de Esgrima (0,01%) e a de Remo (0,01%), a título simbólico.
 
A Receita Federal já vinha acompanhando possíveis ilicitudes na relação do COB e da Olympo desde 2004, quando a empresa foi criada. Promotores chegaram a solicitar, formalmente, à delegacia da Receita, documentos e informações a respeito da relação das duas empresas.
 
Um ponto da investigação do fisco diz respeito ao COB ter perdoado, em 2010, uma dívida de R$ 1 milhão que a Olympo tinha com a entidade esportiva. O perdão veio a público em 2015, em uma reportagem da ESPN, e causou espanto, pois seria irregular uma vez que o COB é quem detêm o controle da empresa.
 
O COB possui privilégios tributários e goza ainda de investimentos de dinheiro público.
 
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