Alcatrazes é o primeiro desafio da Rolex Ilhabela Sailing Week 2013

Cusi 5, recordista de Alcatrazes, em 2009 / Foto: Rolex/Carlo BorlenghiCusi 5, recordista de Alcatrazes, em 2009 / Foto: Rolex/Carlo Borlenghi

Ilhabela - A esperada Regata Alcatrazes por Boreste - Marinha do Brasil é o primeiro desafio da Rolex Ilhabela Sailing Week/2013. 
 
Às 9h30 de domingo, dia 7 de Julho, mais de 1000 velejadores se reúnem no Canal de São Sebastião, em frente ao Yacht Club de Ilhabela, e levam a bordo a expectativa de toda a preparação desenvolvida especificamente para a maior competição da vela oceânica da América Latina. Chegou a hora do verdadeiro teste para barcos, equipamentos e tripulações que trabalharam e treinaram durante o último ano pensando em Ilhabela.
 
A mais longa regata do programa, com 60 milhas náuticas (111 km), volta ser disputada depois de dois anos. Em 2012 o excesso de vento impediu que os veleiros tivessem condições de segurança para navegar rumo ao arquipélago. Desde 2009, estreia da classe no evento, os barcos S40 dominaram a prova de abertura. Neste ano, o bicampeão olímpico Torben Grael comanda o S40 Magia V/Energisa e terá como adversários na classe dos veleiros mais velozes o Carioca, Crioula 29, Vesper IV e Super Matanga , de tripulação argentina. 
 
O recorde da regata à Alcatrazes pertence ao argentino Cusi 5, que aproveitou o vento de 25 nós para estabelecer o tempo de 6h12m29, em 2009. O chileno Pisco Sour venceu a última regata em 2011. Um ano antes, a tripulação de Eduardo Souza Ramos levou o Pajero ao primeiro lugar. 
 
Homenagem - As vitórias em Alcatrazes e os nove títulos na Rolex Ilhabela Sailing Week levaram o Yacht Club de Ilhabela a homenagear o velejador Eduardo Souza Ramos. O primeiro a cruzar a linha de chegada na regata de abertura receberá na noite de quinta-feira (20 horas) , no YCI, uma placa com o nome de um dos maiores incentivadores da vela no País. 
 
Nesta cerimônia serão premiados também os vencedores de cada classe. A homenagem foi uma iniciativa de Marco Fanucchi, comodoro do Yacht Club de Ilhabela, e de Alberto Gaidys e Carlos Eduardo Souza e Silva, da comissão organizadora do evento. 
 
Previsão do tempo para o domingo - Estão inscritos 134 veleiros de sete classes, o que garante à regata a adrenalina que todos os envolvidos com a competição, não apenas os velejadores, esperam de uma disputa oceânica. "A largada para Alcatrazes é, sem dúvida, o momento mais empolgante da competição. Exige muita atenção porque você tem na mesma linha de partida 80 barcos de 25 a 95 pés e que pesam desde 1,5 até 90 toneladas, todo cuidado é pouco", alerta o presidente da Comissão de Regatas Carlos Eduardo Sodré, o Cuca. "Enquanto não houver condições perfeitas, não largamos. A segurança é prioridade". 
 
Para este domingo, a previsão indica que os ventos não serão tão exigentes com as tripulações. O início da regata deve ser mais lento. À tarde, porém, a situação pode ficar um pouco mais favorável. "Pela manhã esperamos um norte-nordeste em torno de 5 nós. Ao meio-dia é provável que predomine uma calmaria até que a direção vire para sul e traga rajadas com intensidade de 9 ou 10 nós", prevê o mestre em meteorologia formado pela USP, João Hackerott, também velejador e tripulante do Miragem. 
 
Novidades na raia - Entre as classes participantes da Rolex Ilhabela Sailing Week, alguns barcos de acordo com as respectivas características não seguem à Alcatrazes. Cumprem um percurso mais curto. As classes Star e HPE disputam a Regata Renato Frankhental, de 18 milhas (33 km), com destaque para o duelo entre as duplas Robert Scheidt/Bruno Prada e Lars Grael/Samuel Gonçalves na Star. A regata marca o retorno de Robert e Bruno à classe, desde a conquista do bronze nos Jogos Olímpicos de Londres há quase um ano. 
 
Enquanto vive a expectativa da volta ao programa de vela para os Jogos do Rio em 2016, a Star, considerada a mais técnica entre as classes olímpicas, leva 11 barcos para a raia. A consolidada Classe HPE promete emoção e equilíbrio com 25 monotipos se enfrentando sem favoritismo, em condições de igualdade.
 
Alguns barcos das classes ORC e RGS fazem um percurso intermediário de 30 milhas (56 km), de ida e volta até Toque -Toque. 
 
Na permanente ação de incentivo à evolução da vela, Ilhabela traz neste ano como novidade, a Classe IRC, regra francesa que abrange ainda alguns veleiros da ORC e contará com 21 tripulações. As duas classes juntas reúnem ao todo 35 barcos. A mais numerosa, como acontece a cada ano é a RGS, com 48 inscrições. A veloz Classe C30 conta com 9 veleiros com destaque para o atual campeão e novamente favorito Loyal, comandado por Marcelo Massa e que leva a bordo a experiência do velejador olímpico André Fonseca, o Bochecha. 
 
Outros campeonatos - A Rolex Ilhabela Sailing Week inclui nesta edição os campeonatos brasileiros de C30 e de Skipper e o Sul-Americano da Classe ORC, que teve a primeira etapa deste ano disputada em Punta del Este pelo Circuito Rolex Atlântico Sul. O vencedor no Uruguai foi o argentino Bachajo, seguido pelo brasileiro V8 Nitro. Ambos estão em Ilhabela. Todas essas disputas simultâneas ao evento terão seus campeões definidos com os resultados somados até as regatas de sexta-feira. O sábado fica reservado à decisão da Rolex Ilhabela Sailin Week. 

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