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Ana faz história com primeiro ouro feminino

Na manhã de sábado, dia 23 de Julho, Ana Marcela Cunha se tornou a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em toda a história do Mundial dos Esportes Aquáticos / Foto: : Satiro Sodre/AGIFXangai – Força e superação foram as palavras de Ana Marcela Cunha, de 19 anos, neste Mundial de Xangai. Na manhã de sábado, dia 23 de Julho, ela venceu os 32 graus da água da praia de Jinshang, as fortes adversárias e principalmente os próprios sentimentos de tristeza por não ter conseguido a vaga para os Jogos Olímpicos de Londres 2012, para se tornar a primeira mulher brasileira a subir no lugar mais alto do pódio em toda a história do Mundial dos Esportes Aquáticos.

"Tenho consciência de que eu fiz tudo o que podia e o resultado está aí. Eu vim pra representar o país da melhor maneira possível. Estou muito feliz, o corpo dói, mas a gente até esquece a dor depois de um resultado desses. Fui do inferno ao céu. Quando perdi a vaga a Olimpíada foi horrível, parecia que as horas não passavam, mas tem uma música que eu gosto muito que diz que "a vida me ensinou a nunca desistir". Valeu á pena", disse.

Ricardo Prado, Cesar Cielo e Ana Marcela Cunha. Até agora, estes são os três únicos atletas do país com o ouro no maior Mundial da FINA. O Brasil soma nove medalhas na história, sendo que quatro douradas (ver lista no final). As maratonas aquáticas trazem bons frutos para as atletas brasileiras. No Mundial de 2009, Poliana Okimoto ganhou o bronze na prova de cinco quilômetros e foi a primeira mulher do país a ganhar uma medalha na competição.

Nos 25 quilômetros de Xangai, Ana demorou 5h29m22s9 para vencer, seguida da alemã Angela Maurer (5h29m25s), a campeã da prova em Roma, e pela italiana Alice Franco (5h29m30s8). Como participou de todas as provas, Ana nadou ao todo 40 quilômetros na China.

"Acordei nervosa. Parecia que nunca tinha nadado uma maratona! Pensei: no que foi que me meti? Nadar 25 quilômetros, nesse calor... quando comecei achei o ritmo lento e pensei "tá pra mim"! mais ou menos nos 20 quilômetros bateu um desespero. Parecia que não ia acabar nunca. Eu e a Ângela chegamos a abrir uma boa distância da terceira. A Ângela ainda tentou me passar umas duas vezes, mas dessa vez não deu pra ela", contou.

Esta foi uma prova dura, que muita gente boa não conseguiu ou não quis encarar devido ao alor severo. Na prova masculina, seis não largaram - entre eles o alemão Thomaz Lurz, vencedor da prova dos 10 quilômetros – e nove desistiram durante o percurso. A organização chegou a pensar em cancelar a prova ou encurtá-la. Entre as mulheres, das 23 inscritas, 17 finalizaram.

A baiana Ana Marcela, de 19 anos, foi escolhida a melhor maratonista aquática do planeta pela Federação Internacional de Natação em 2010, ano em que se sagrou a mais jovem campeã da história do Circuito da Copa do Mundo. A jovem de 1,64m e 70 quilos mostrou que ia dar trabalho neste esporte quando foi vice-campeã da Travessia dos Fortes de 2005, com apenas 13 anos.

Allan do Carmo (5h11m32.2) foi o 6º coloado e Samuel de Bona,(5h27m38s) o 16º. A prova masculina foi vencida pelo búlgaro Petar Stoychev (5h10m39s8), seguido pelo russo Vladmir Dyatchin (5h11m15s6) e pelo húngaro Casaba Gercsak (5h18m11s1).

O Ouro de Ana Marcela pôs o Brasil em 6º no quadro geral de medalhas (ver no final), empatado com Grã-Bretanha, Bulgária e Suíça, e na frente de Austrália, Espanha, Canadá e Itália.

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