Daniel Xavier se classifica em 51º

Arqueiro vai enfrentar o polonês Rafal Dobrowolski na fase eliminatória do torneio/ Foto: Valterci SantosArqueiro vai enfrentar o polonês Rafal Dobrowolski na fase eliminatória do torneio/ Foto: Valterci Santos

Londres- Uma instabilidade na alça de mira do arco afastou o brasileiro Daniel Xavier de seu primeiro objetivo nos Jogos Olímpicos Londres 2012. Daniel esperava ficar entre 32 primeiros colocados na prova classificatória que aconteceu nesta sexta-feira, 27 de julho, no estádio Lord’s Cricket Ground, em Londres, para pegar uma boa chave. Acabou em 51º e enfrentará o polonês Rafal Dobrowolski, 14º colocado, em seu primeiro confronto da etapa eliminatória, que acontece dias 30 e 31 de julho e 1º e 3 de agosto.

 

Mas na alça de mira ainda está o segundo objetivo: terminar os Jogos entre os 15 primeiros colocados. “Eu estava esperando um lugar melhor. A alça de mira ficou meio solta durante a série de treinos, uma coisa que nunca havia acontecido comigo. Consertamos a tempo, mas acabei demorando para entrar na prova. Tudo bem, gostei da minha chave. Vou pegar o polonês, que conheço de etapas da Copa do Mundo. E a eliminatória é outra prova completamente diferente, agora vai ser para valer”, disse ele.
 
Entre as diferenças, ele destaca o tempo de reação entre uma flechada e outra. Na classificatória, cada arqueiro dispara seis flechas a cada uma das 12 séries. São 72 flechas ao todo, e vale a contagem final de pontos. O campeão foi o coreano Im Dong Hyun, que marcou 399 pontos em 720 possíveis, novo recorde mundial. O segundo e o terceiro colocado também foram coreanos, que levaram a Coreia do Sul a bater o recorde mundial por equipes, com 2087 pontos. O polonês fez 672 pontos e Daniel, 353.
 
Na prova eliminatória, são de três a cinco sets, e em cada um o arqueiro tem o direito a três flechadas. O vencedor de cada set ganha 2 pontos, empate rende um ponto para os dois, e vence quem fizer seis pontos primeiro. Se os cinco sets terminarem empatados, o desempate é no que eles chamam de “flecha da morte”: um tiro só, e quem acertar mais no meio do alvo leva.
 
Daniel contou uma história vivida por seu cunhado, o também arqueiro Leonardo Lacerda de Carvalho, como exemplo de que é possível virar o jogo. “Em 2005, o Leonardo ficou em 64º lugar na fase classificatória do Campeonato Mundial e enfrentou o primeiro colocado geral na eliminatória, por sinal também coreano. E venceu ele”, lembra Daniel, que ocupa o 42º lugar no ranking mundial.

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